Problemas domésticos e nerdices

29 de dezembro de 2007

Postmodernist






What is Your World View?
created with QuizFarm.com
You scored as Postmodernist

Postmodernism is the belief in complete open interpretation. You see the universe as a collection of information with varying ways of putting it together. There is no absolute truth for you; even the most hardened facts are open to interpretation. Meaning relies on context and even the language you use to describe things should be subject to analysis.


Cultural Creative


100%

Postmodernist


100%

Existentialist


94%

Modernist


69%

Idealist


63%

Romanticist


50%

Materialist


44%

Fundamentalist


19%


28 de dezembro de 2007

2008: Ano do Eu Vou Fazer

2007 esta quase acabando e, no espirito de me ajudar a lembrar no futuro o que eu estava pensando sobre isso, eu decidi algumas coisas que vou anotar aqui. Eu ja nao lembro de algumas resolucoes, entao melhor que estejam por escrito.

Este foi o ano do Eu Vou Viver Minha Vida, da autonomia. Cuidar da minha casa, dos meus gatolios, analisar bem se eu estou fazendo o que eu gosto e planejar para que nao chegue a fazer algo que nao me faz feliz, renovar meu corpo e espirito, botar minhas finanças em ordem, nao deixar os amigos sumirem, conhecer lugares legais e aprender coisas interessantes. Funcionou muito bem.

Agora, 2008 foi eleito o ano do Eu Vou Fazer. Vou dar continuidade as coisas boas deste ano, estudos, viagens, amigos; vou ter que me mudar no meio do ano, entao vou procurar, vou anotar, vou estudar propostas e ter um orçamento definido corretamente; vou ajudar de verdade na gravacao do novo disco, nao so ficar la fazendo torcida, vou aprender a tocar violao, vou planejar o futuro.

So para deixar uma lista mais especifica, pra futura referencia:

- Vou continuar estudando japones
- Vou comecar o mestrado na PUC
- Vou fazer uma grande viagem (so nao sei pra onde)
- (A Confirmar) Vou fazer um intercambio
- Vou fazer curso de musica no SESC

Por enquanto e isso.

26 de dezembro de 2007

As bandas do momento

Top 10 das bandas que fizeram o Natal 2007

10. Simone

"Entao eh Natal" (tou sem acentos), a festa crista... Sim, claro. Mas que figurou, figurou. Inevitavel como a bomba atomica.

9. A Cor do Som
No azul de jezebel, no ceu de Calcuta, Feliz constelacao... reluz no corpo dela Tricolor Colar!
Ai, mina, aperta minha mao, ala meu only you!

Dispensa explicaçoes

8. Carla Bruni (na foto)
A modelo italiana-namorada de presidente da França esta no topo das paradas natalinas da minha casa. "Le Toi du Moi" tem A melhor letra. E "Quelqu'un m'a dit", que a Lidi lembrou bem, eh do filme, eh uma das musicas mais lindas.



7. Manic Street Preachers
Ouvir "La Tristesse Durera (Scream to a Sigh)" num cafe em Dublin foi o estopim de baixar todos os discos da banda e relembrar que eu adoro eles. E La Tristesse Durera vai ficar marcada como a musica do dia mais legal do ano.



6. Adriana Partimpim
As musicas que a Adriana Calcanhotto fez para a criancada pegaram meu Natal de jeito e me fizeram ouvir tudo de uma vez so. "Formiga Bossa Nova" certamente uma das mais importantes, deixando bem claro que eu deveria ser assim, nao fosse nao querer. "Ser de Sagitario" eh das mais emotivas, e "Fico Assim Sem Voce" ganhou o posto de primeirissima dentro da parada de musicas da Adriana Calcanhotto que eu gosto. Se nao pela letra, pelos barulhinhos.

5. Mohammed Rafi (na foto, o clipe da musica, que aparece na abertura do excelente filme "Ghost World)
Na grande festança coletiva de Natal "Jaan Pehechan-Ho" foi sucesso absoluto, contando com dancinha no palco e uivos da galera, enquanto eu discotecava! Momentos de gloria na carreira! Pelo menos na minha, claro. A do Rafi, acho que ja teve pontos mais altos que tocar em festa de empresa.





4. Sondre Lerche
"Say It All" reinou loucamente, com sua mensagem criptica e auto-explicativa, tao relacionada:


"There is no way to say it all
Play it again and say it all
I said a little, the rest is a riddle
Our night's too short to say it all
Play it again and say it all
You know the punchline, it's all in the punchline!"

3. Dil To Pagal Hai
Tocando regularmente no mp3 player e tambem no computador, a trilha desse "crassico" bollywoodiano fez parte das idas e vindas, das andagens, das paragens, das viagens, enfim. Esse filme eh provavelmente dirigido pelo John Hughes de Bollywood, porque se voce for ver o clipe de "Are re are" no YouTube, voce ve que o clima, apesar de ter sido em 1997, eh total anos 80. Inclusive pelas roupas de ginastica de lycra brilhante...

2. Postal Service
Apos conhecer a banda melhor na curta estada em Dublin, a versao da banda para o classico do Phil Collins passou a ser top of mind, fazer chorar e rir, amar o clipe and so on. Excelente! "Nothing Better", assim como "Every Breath You Take" eh meiga, adoravel e fala sobre um maniaco obcecado. Fantastica! E, como ja disse o Maneco, os caras sao muito alternativos por terem feito uma cover de "We Will Become Silhouettes", do The Shins. Nada como uma banda obscura covereando outra pra animar seu natal. E o clipe eh super duper.

1. The Shins

"Australia" foi hit absoluto, tocando centenas de milhares de vezes no computador, no mp3 player e ate mesmo no carro da minha irma, que nao tem radio. "Sea Legs" e "Turn On Me", tambem do disco mais recente, "Wincing the Night Away", tambem fizeram a alegria deste natal.

Olhando os graficos do Last.fm eu me dou conta que nunca vou conseguir bater meu proprio recorde de banda mais ouvida, que eh do Of Montreal. Se nao porque eu adoro a banda demais, porque eles sao a banda com maior numero de discos na minha discoteca, facil. Ganham ate do Belle and Sebastian.

25 de dezembro de 2007

Star star teach me how to shine
Shine
Teach me so I know what's going on in your mind

(Star Star - The Frames - Album: Set List)

19 de dezembro de 2007

Australia - The Shins

Uma música que usa palavras como 'conundrum' e 'dodo' só pode ser excelente. Se for com as batidas geniais do Shins, então, é garantido.

18 de dezembro de 2007

Comidinha, filme, dia de sol

Estar de férias em São Paulo é novidade pra mim. Eu geralmente saio correndo pro aeroporto no primeiro minuto das férias e volto no último segundo.

Eu fui viajar. Mas voltei antes porque achei que teria que fazer a prova de japonês no dia 15. Acabou que eu fiz no dia 30 de novembro (passei de ano!) e poderia ficar viajando até o fim das férias. Como eu já tinha definido passagem e afins, acabou que ganhei uma semana na cidade. E está sendo a melhor semana!

Ontem, por exemplo, acordei vagamente cedo, umas 10h, fiquei pagando contas e conversando na internet até as 12h30. Daí saí de casa para almoçar. Inicialmente eu queria ir ao Wraps, mas depois que deixou de ser praça de alimentação e virou restaurante o apelo sumiu, pra mim. Resolvi ir ao Gopala, que eu adoro e fazia tempo que não ia, porque aos sábados a fila é imensa. Muito tranquilo, sentei lá, comi as coisinhas, tomei suco de pitanga, na maior calma, porque não tinha nada para fazer depois.

Saí de lá pensando em fazer umas compras, mas aí passei na frente do Espaço Unibanco e resolvi que devia ver um filme, afinal, ainda eram 13h30, dava tempo de comprar coisas depois.

Queria ver "Across the Universe", mas só tinha às 18h, então resolvi ver "A Via Láctea", da Lina Chamie. Excelente, simplesmente lindo. Primeiro filme que usa São Paulo bem. E a história é linda. Animal, animal mesmo.

Saí de lá chapada pela mensagem do filme, e o dia estava lindo, um sol maravilhoso mesmo. Não quis entrar no ônibus, então resolvi voltar pra casa andando. A Paulista estava lotada de gente fazendo compras, e eu então me dei conta que eu achava estranho que em Dublin houvesse gente fazendo compras no meio da tarde (achando que era um bando de vagabundos, que não tinham emprego) porque eu trabalho fora do centro. Se você trabalha na Paulista, sair na hora do almoço para comprar presentes de Natal é uma ótima idéia.

O dia estava realmente lindo, com um vento fresco e um sol brilhante. Não comprei nada, no fim, apesar de ter entrado no shopping. Quis comprar minha câmera, mas desisti de novo. Não é o momento certo.

Preciso de mais dias assim na vida.

Lógica

Sandy e Junior acabou. Agora o Junior vai se lançar solo (assim como a Sandy) com o nome de Junior Lima.

Eu só queria externar que isso me deixa bem nervosa, uma vez que se você é um júnior, supostamente você tem todo um nome que vem ANTES do Jr., e não pode vir nada depois.

Era só isso mesmo. Obrigada pela atenção.

17 de dezembro de 2007

Então é Natal

Acho que não lembro da última vez em que eu fiquei em casa no meio da tarde, ouvindo música, fazendo nada. Todas as férias eu saio correndo pro aeroporto e retorno em cima da hora pra voltar ao trabalho. Dessa vez eu tenho uma semana de nada a ser feito. É excelente!

E ainda por cima é Natal. E, com isso, eu estou gastando dindin. Talvez um pouco mais do que eu devo, mas é Natal, não há muito que se possa evitar. Melhor aproveitar que eu fui parcimoniosa durante o resto do ano e não tenho dívidas a pagar.

Meu presente de Natal para mim mesma foi um violão, que eu pretendo aprender a tocar em breve. Estou tentando, mas eu nem sei se o violão está afinado. Dicas de como descobrir isso sem ter muita noção de música são bem vindas.

Eu queria, na verdade, uma Rebel XTi. Mas não tive coragem. Seriam uns 2500 reais. Valeria a pena? Certamente, mas eu acabei de pagar meu computador e ainda tenho que focar nos presentes para os outros, não só nos meus. Então, vou guardar meu dindin.

14 de dezembro de 2007

Saldo da viagem

Tem algo muito errado com esse computador.

Devo ter, neste momento, 15 versões dessa foto, e todas aparecem para mim como estando na vertical. No entanto, toda vez que tento enviar para o Blogger, elas aparecem assim, na horizontal. So be it. O que importa é o que aparece, não em que orientação.

Você pode ver na imagem o saldão da viagem:

- Um pacote de lenços de limpar óculos que mais suja do que limpa;
- Dois novos Playmobils - um Monty Python-esque e um novo fantasminha, pra substituir o que sumiu. Bom, fantasmas somem, né?;
- Umas 15 barras de chocolate, incluindo uma que é só minha: branco com avelãs;
- Dois chás interessantes: um branco e um de hortelã com menta (que não aparece na foto);
- Um cubo e uma esfera luminosos que alternam cores;
- Duas caixas de speculoos (para a Dida);
- Um pacote de torrones para os que não podem comer chocolate;
- Um cartão de natal lindo que o Enzo mesmo fez;
- Um porco que alterna cores e um porco que voa (vídeo to come out soon).

Ainda há, fora da imagem:

- Um lindo casaco boat neck da Dunnes que foi uma barganha;
- Uma camiseta da Little Miss something;
- Dois livros do Petit Nicolas;
- Um livro da Petit Mademoiselle Indecise;
- Cola para unhas! God knows I need it regularly;
- Três garrafas de um Etchart delicioso que comprei no Duty Free - metade de uma já era;
- Novos amigos inesquecíveis!

Viagem bem viajada

Voltei hoje de férias, e foram algumas das melhores da minha vida. Serviram pra energizar, descansar e, acima de tudo, restaurar a fé na humanidade.

Fotos do evento estão aqui: (sets Leuven Dezembro e Férias em Dublin)

Sabe os momentos em que parece que é isso, acabou aqui, as coisas não vão passar desse ritmo atual e que bosta isso é? E aí surge um momento fantástico, em que você se dá conta que a vida está cheia de oportunidades e que há tanta coisa para se descobrir, para se saber, aprender, que não dá pra achar que a vida nunca vai mudar de ritmo.

Eu sei que vai soar super-auto-ajuda, mas essa viagem foi tão espiritual... Foi como no The Darjeeling Limited (que passou no avião na volta!), sem precisar fazer acordos e sem ser chutada pra fora do trem.

O futuro ninguém sabe mesmo, mas bem que gostaria de saber. E não há nada para se especular, porque se você especula, você espera, e se você espera, você se frustra. Como disse uma amiga minha, que tem a cabeça mais esclarecida que já vi, vem com o coração aberto pro que vier, e as coisas vão se arranjar. And they do. And they did.

1 de dezembro de 2007

As Bruxas de Eastwick


É um filme muito bom, esse. E hoje eu estava ouvindo The Bran Flakes, o primeiro CD, que eu ouvi pouco até agora, e me deparei com essa frase abaixo, no final do disco:

You are physically repulsive, intellectually retarded, you're morally reprehensible, vulgar, insensitive, selfish, stupid, you have no taste, a lousy sense of humor and you smell. You're not even interesting enough to make me sick.

Fiquei pensando "eu já ouvi isso antes, de onde será?". Era do filme, do "As Bruxas de Eastwick". Quem fala é a Cher, a voz é mesmo inconfundível.

E é verdade, nesse filme o Jack Nicholson está completamente fisicamente repulsivo, e ao mesmo tempo, irresistível. Bom filme, bom filme.

28 de novembro de 2007

Heeeeeey!

Hey Hey Hey!
Yeah baby yeah!
I turn the music on
Now now now!

Hey baby hey!
Hey baby hell!
Oh hell!

Great baby!
Do it!
Let's dance the whole night through!

Hey Hey Ho!
Dance dance dance
Let's go!

27 de novembro de 2007

Friends of Mine - Of Montreal


A versão original é também adorável, do Zombies, mas a versão do Of Montreal estava tocando. Faz anos que eu não ouvia TUDO do Of Montreal de uma vez, e quando você reouve as coisas descobre mil coisas que antes não estavam lá.

Essa música, por exemplo, eu lembro bem a história dela. O melhor site de música que existiu certa época, o Audiogalaxy, fazia artigos temáticos: músicas sobre natal, músicas sobre sexo, músicas sobre tudo. E um dos artigos era de músicas sobre amizade. E eu achei muito simpático o colunista contando como os Zombies usaram nomes de casais de amigos reais no refrão da música. Por isso, resolvi ouvir. Que o Of Montreal tenha regravado é só the cherry in the ice cream. Principalmente porque na versão do OM tem DUAS Lauras no refrão.

Mas a razão pela qual eu resolvi escrever é outra. Essa música suscita um fenômeno muito comum na minha visão de vida: músicas que dizem o que eu espero que terceiros me digam, ou pensem sobre mim.

Eu penso demais, é fato, e por isso, eu penso também no que os outros estão pensando que eu estou pensando, ou então em como a minha existência afeta a vida dos outros. Não dizendo que eu sou crucial pra todo mundo, mas ninguém pode negar que toda e qualquer pessoa interfere de alguma maneira na vida dos outros. E eu sempre fico me perguntando sobre o meu papel na vida dos outros, quão grande, quão pequeno, quão especificamente localizado ou quão vastamente essencial. Nunca chego a conclusões, mas eu perco meu tempo pensando. Do mesmo modo como perco meu tempo analisando com que idade e experiência seria melhor se começar um curso de nível superior. É um passatempo.

Agora, lendo este trecho:

When we're all in a crowd
And you catch her eye
And then you both smile
I feel so good inside
And when I'm with her
She talks about you
The things that you say
The things that you do

It feels so good to know two people
So in love...
So in love...


Temos aqui três personagens: o protagonista (o amigo), o cara apaixonado (por mim) e a menina (eu). Então, disso temos: minha relação tão adorável e feliz com outrém faz a vida de um amigo nosso melhor. Inegável que fazer alguém mais feliz também me faz mais feliz e com isso, desencadeia-se uma rede de felicidade que nos remete ao grande bordão "eu te amo e você é lindo!". Todos deveriam ser felizes e ficar felizes por conhecer pessoas que são felizes. Eu me sinto um pouco mais feliz cada vez que alguém que eu aprecio consegue algo bom, melhora sua vida de alguma maneira. Ter gente feliz em volta inevitavelmente vai fazer de você uma pessoa mais feliz. A não ser que você seja o Grinch ou o Tio Scrooge.

E nada melhor para coroar uma espiral mundial de felicidade mútua do que músicas do Of Montreal.

Just Recently Lost Something of Importance

Essa música, caramba, eu nunca tinha lido a letra. As músicas certas têm um jeito de aparecerem na sua vida quando elas significam algo. Eu já ouvi essa algumas vezes, por ser parte de um disco que eu adoro, mas nunca tinha parado pra realmente ouvir. E quando você ouve, você percebe. É bem melodramática, mas tem alguns sentimentos muito claros, que eu vou assinalar em negrito:

Look who's talking to their shadow like one who hasn't got a friend
Like somebody with a broken heart that is never gonna mend

Look who's walking through the night in the rain like one who's under a spell
Like somebody with a lot on their mind, but no one to tell

Everyone you see seems so happy and carefree
They've found someone to love, but you are alone

Look who's flipping through the photographs of those happier days
Only losing something beautiful could make a person feel this way

Everyone you see seems so happy and carefree
They've found someone to love, but you are alone

Look who's talking to their shadow like one who hasn't got a friend
Like somebody with a broken heart that is never gonna mend...

Embora eu não just recently lost something of importance, dá pra reconhecer sentimentos recorrentes nesses dois trechos assinalados. Não são coisas chororó (embora o resto da música seja muito), são constatações honestas de como você se sente às vezes. Como eu me sinto às vezes. Essa parte de ter um monte de coisas na cabeça e ninguém pra contar é crucial. Às vezes, num fim de semana, tudo que falta é alguém a quem contar.

E não me venham os casados dizer que "meu, você não sabe a sorte que você tem por ter sua casa só pra você, seus pensamentos só pra você". Ninguém nunca está feliz com o que tem, então é a mesma reclamação que eu faço, mas backwards.

24 de novembro de 2007

Aventuras da Lapônia

Estou publicando aos poucos minhas histórias da Lapônia no Google Docs, porque são longas demais pra incluir aqui no bloguesco. Quem estiver no pique de ler, está em http://docs.google.com/View?docID=dgj7mr9s_19cds5bv&revision=_latest

Comentários são sempre bem vindos. Ainda estou no quarto dia de viagem e são 13. Mas eu vou digitando aos poucos.

Quem sabe isso não me dá pique de digitar outras aventuras, como a da Austrália e a da Grécia?

Review: A Girl Called Eddy


Banda: A Girl Called Eddy

Origem: NJ, EUA, mas morando na Inglaterra

Disco que eu conheço: A Girl Called Eddy (é o único até agora, também)

Com o que parece: A Aimee Mann quando está menos irritada com a vida e mais deprimida.

Quote apropriada: Se você não está feliz, cante. Se você está feliz, cante também.

Porque eu gosto: Já gostava de Aimee Mann, e li sobre a Erin Moran, que é a garota chamada Eddy, no meu blog de música favorito (3Hive), mas lá nada dizia que ela era uma Aimee Mann #2. Peguei uma música, Long Goodbye, que estava disponível pra download, e não achei nada especial. Daí peguei uma segunda música, Golden, e pronto. Já era. Estava pensando em como as músicas dela traduziam exatamente meus sentimentos.

Isso faz uns dois anos e something. Na semana passada eu redescobri a cantora, quando peguei o disco inteiro para ouvir e descobri que é excelente. Tem a voz da Aimee Mann, e um estilo que até poderia ser parecido, mas ela tem uma vibração menos "life sucks big times and I'm gonna kill you all" e mais "life sucks, oh my, what do I do now without you?". Minha cara.

Som excelente para curtir quando você está em casa com uma taça de Merlot e sua TV pifou. Você não consegue deixar de pensar que é sábado à noite e você está em casa e todo mundo está do lado de fora, sendo feliz. E A Girl Called Eddy está tocando no fundo, melosamente dizendo:

"'Cause tonight I know why I'm here
I don't need to lose you to know
That It's already golden"

Para ouvir: Vai no MySpace dela! http://www.myspace.com/agirlcallededdy

19 de novembro de 2007

Amanhã é feriado...

Amanhã é feriado aqui em São Paulo e, por isso, eu só queria dizer...

EU AMO SÃO PAULO!

A piada do ano

Um dia quiseram ver quem era o melhor: McGyver, Jack Bauer, ou Cap. Nascimento.


Chegaram pro McGyver e falaram: A gente soltou um coelho nessa floresta. Encontre mais rápido que os outros e você será considerado o melhor!
McGyver pegou uma moeda de 5 centavos no chão, um graveto e uma pedra e entrou na floresta. Demorou 2 dias pra construir um detector de coelhos em floresta e voltou no 3o dia com o coelho.

Daí chegaram pro Jack Bauer e falaram a mesma coisa. Ele entrou correndo na floresta e 24 horas depois apareceu com o coelho. Pediu desculpas porque teve que desarmar 5 bombas nucleares, recuperar 15 armas químicas, escapar de um navio cargueiro que ia pra China e matar 100 terroristas pra chegar até o coelho.

Daí pediram para o Capitão Nascimento ir buscar o coelho. Se ele demorasse menos de 24 horas ele seria o melhor. No que ele respondeu:


- Tá de sacanagem comigo, 05? Cê tá de sacanagem comigo?
Você acha que eu tenho um dia inteiro pra perder com essa porra de brincadeira, 05?
Tu é mo-le-que! MO-LE-QUE, 05!!! Virou-se calmamente para a floresta e gritou:

- Pede pra sair!!! Pede pra sair, cambada!!!

Em menos de 5 segundos, já tinham saido da floresta: 300 coelhos, 20 jaguatiricas, 50 jacarés, 1000 paca-tatu-cotia-não, o Shrek e o monstro fumaça do Lost.

Aí vem o 05 falar pro Capitão:

- 01, tem gente com medinho de sair da floresta, 01!

- Ahh, tem gente com medinho né. 07, traz a 12!

O Bin laden saiu da floresta correndo!!!

Fim

17 de novembro de 2007

Desenhos antigos meus


Eu fiz outra tirinha, mas ainda não terminei, só vou fazer isso na segunda, porque estou de folga! Hoje tem aula.

Mas eu, em me mudando para o Ubuntu, estou redescobrindo muitas fotos e músicas no computador, porque tive que abri-los em outros programas, achar pastas, etc. Enfim, achei vários desenhos antigos, e nessas de desenhar as tirinhas, resolvi colocar no Flickr alguns dos desenhos antigos.

Esse ao lado era pra ser o logo da empresa que eu e uma amiga íamos montar. Nunca saiu do papel, mas ficou bem fofo, não?

Se você quiser ver os outros, é só ir no Set de desenhos no Flickr!

Ainda não sei onde coloquei os desenhos das pessoas da banda, que usamos no último disco, mas assim que eu achar, eu coloco lá também.

14 de novembro de 2007

Os Óculos da Sorte

Eu agora tenho que usar óculos full time. Não mais só para ler no computador ou afins. Isso porque meu grau aumentou horrores e não dá mais pra não andar com ele na rua.


O pior foi a saída do oftalmo. Ele disse "use o tempo todo", me deu a receita pra nova lente e eu saí. Foi automático. Passei pela porta do consultório e guardei os óculos. Na minha cabeça eles são só pra ler. Parei no hall do elevador e aí eu ouço "Cadê seus óculos?". Olho pro lado e era o oftalmo. Coloquei rapidinho, dei um sorriso e quando o elevador chegou, tropecei achando que a porta estava um centímetro mais pro lado. Desci a escada na frente do prédio segurando no corrimão, porque o chão não estava onde deveria.

É difícil acostumar com essa moldura na visão. O tempo todo eu percebo a existência desse aro vermelho em volta do que eu estou vendo, não sei se devo olhar por baixo dele ou por cima, em algumas ocasiões. Lembro sempre de um documentário, "Olhos - Janela da Alma", em que falam sobre visão, em todos os sentidos metafísicos. Daí perguntam pro Saramago, logo pro Saramago, como é a visão, o que é a visão. E ele fala sobre os óculos dele serem delimitadores do campo visual, que colocam as coisas em foco, mostram pra ele onde olhar, como nas marcações do visor de uma câmera, e que ele não quer ver nada sem o auxílio deles. Mas, claro, se eu tivesse um óculos daquele tamanho, nem perceberia os limites da lente.

Também não sei se devo usar os óculos quando vou ao banheiro, quando como. Comer de óculos é complicado: se a comida for quente, embaça a lente. Se for sopa, espirra na lente. E no banheiro, faz diferença se eu faço xixi de óculos? Não tem muito que eu precise ver. Eu poderia ir no banheiro na total escuridão, até onde me consta.


Eu já mandei fazer uma armação mais leve e que não escorregue o tempo todo do rosto. Essa que eu tenho é armação de balada. Serve pra ficar no rosto por um tempo, mas se meu dia envolver qualquer movimentação numa escala mais intensa do que ir buscar um café, o óculos vai parar na ponta do nariz.



Essa é a primeira parte de um episódio de The Critic, o melhor desenho já criado. Nesse episódio, o filho do Jay, o crítico, se apaixona por uma garotinha cubana. Mas ela decide voltar para Cuba e ele vai atrás dela. Ele tem 10 anos, só pra constar. O presente que ele dá pra ela e que ganha a menina de vez são aquelas borrachinhas que todo óculos normal têm e que mantém o dito no lugar certo, sem escorregar do nariz. Os óculos em Cuba não tinham isso, percebam. As outras duas partes do episódio estão nos vídeos relacionados. The Critic é sensacional.

A moral da história é que realmente é impossível conviver com um óculos que não gruda bem no nariz, e esse aqui, por mais lindo que seja, não gruda. A outra moral é que eu também me apaixonaria por alguém que fizesse algo tão vital por mim como encontrar um método de manter meus óculos no lugar onde eles devem ficar.

Quadrinhos: Perguntas que eu me faço

Mais uma da série. Espero que os gatos me perdoem.



Hoje eu estava com ainda menos paciência pra limpar o traço. E agora que eu sei que o scanner pega qualquer traço de lápis, nunca mais passo a caneta.
Deu muito trabalho fazer o corpo no 3o quadrinho. E ainda acho que não tem a expressão de franco desespero que eu sinto quando os gatos começam a brigar pela casa.

13 de novembro de 2007

Quadrinhos que eu fiz

Não tem nome, mas são perguntas que eu me faço.


12 de novembro de 2007

As 100 Músicas que já definiram minha vida

Eu comecei a escrever pensando "uau, certamente posso fazer uma lista de 100 músicas que passaram pela minha vida". Mas aí eu pensei de novo e cheguei à conclusão de que essas 100 músicas vão eventualmente ser 150, se já não forem 230. Assim, eu decidir ir fazendo a lista ao longo da vida, porque a vida é longa, mas demasiado curta para ficar digitando por muito tempo. Eu tenho gatos pra brincar e coisas pra costurar. E, claro, Star Trek pra assistir.

E como essa lista está longe de ser completa, em vez de rankear, vou separar por temas, porque eu posso retomar os temas no futuro.

Tema de hoje:
EU ESTOU PENSANDO EM VOCÊ, VOCÊ ESTÁ PENSANDO EM MIM?

The Wildest Times of the World - Vonda Shepard: eu assistia pouco Ally McBeal, mas adorava as músicas. E essa em especial é crucial para momentos "baby are you really mine?".


Esse é o Living in a Box!
Room in Your Heart - Living in a Box: Por muitos anos eu não tive certeza de qual é o nome da banda e qual o da música. O primeiro é a música. Living in a Box é um nome extremamente ridículo para uma banda. Mas essa música é muito quase-broken heart, mas ainda há esperança. Porque, afinal, nada é mais desperate que:


"The door is open wide is anybody there?
I know this must be the room in your heart"



I Try - Macy Gray
: Essa define todo o sentimento. "We should be together, baby. But we're not." Você está lá, com a galera, se divertindo, fingindo que não percebe que ele está ali na outra ponta da mesa, fingindo que não está deseeeesperada pra ir lá falar só com ele, e pensando com você mesma "será que ele também está pensando isso?". Ele está. Mas não vai te falar e você pode ficar pelo menos imaginando a trilha sonora. "I try to say goodbye and I choke, try to walk away and I tumble, thought I try to hide, it's clear, my world crumbles when you are not near".

I Can Hear the Bells - Nikki Blonsky: Recém-saída da versão 2 do Hairspray, baseada no musical. Nada mais "are you feeling what I'm feeling" do que estar passada depois dele esbarrar em você. Um sentimento universal.


A Cyndi Lauper dirigiu a noite toda.
I Drove All Night - Roy Orbison: Essa faz mais sentido na versão da Cyndi Lauper, na verdade, a sensação de urgência é muito maior. Mas essa já supõe que a pergunta inicial foi respondida. Sim, ele está pensando em você e não vai achar uma super-invasão de privacidade e uma falha na segurança do condomínio quando você aparecer no quarto dele no meio da noite, sem ser convidada ou anunciada.



Se Enamora - Balão Mágico: Não podia faltar este clássico. Dá pra ser mais platônico do que isso?

"Quando você chega na classe
Nem sabe
Quanta diferença que faz
E às vezes
Faço que não vejo e não ligo
E finjo, ser distraída demais"
É pura poesia! Essa música me traz lágrimas nos olhos, sempre. O amor é uma coisa linda, né gente? Magia total.

Agora dá licença que eu vou ali chorar um pouquinho.

11 de novembro de 2007

Um novo disco?

Comecei a escrever algumas músicas e, quem sabe, teremos um novo disco de Esmeé Farqhar para o ano que vem? Dessa vez, sem músicas de natal. Meu estoque de rimas de Noel e Natal já acabou.

Essa banda é mesmo um estouro!

9 de novembro de 2007

Tente isso em casa

Primeiro, só queria compartilhar que agora eu estou usando só Linux! Passei por cima da partição do Windows com um tratorzinho chamado Ubuntu. E não tive mais problemas deste então. Antes eu estava que não conseguia abrir o browser e o Music IP ao mesmo tempo. Inviável.

Agora tudo flui.

Mas voltando no tempo, eu passei muitas horas aqui na frente do computador recentemente, só fazendo backup num HD externo, tentando fazer o Windows entender que eu TINHA um HD externo plugado (PQP!) e, finalmente, instalando o Ubuntu. Eu já usei o SuSe e o Slackware antes, mas o Ubuntu é muito mais fofo. Embora os ícones do SuSe fossem adoráveis por causa da iguaninha.

Anyway, voltando, eu estive na frente do computador pra caramba, em casa. Não que eu já não faça isso regularmente, mas essa semana foi especial. Daí que, por conta disso, de ter que ficar várias horas vendo uma barra de progresso acontecer, eu me dei conta de que não gostava da mesa do computador. É uma dessas mesas estilo dormitório Bartira, que tem maleiro no topo, mesa no meio com prateleirinhas e espaço pra CPU do lado direito. Mas é de ótima qualidade, porque eu tenho desde 1998, acho, e tá aqui, firme e forte. Mas é feia.

Pensei "droga, eu me esforço tanto pra ter uma casa que eu gosto e o móvel onde eu passo mais tempo é feio.", daí eu também pensei em como eu não queria gastar mais dinheiro em decoração, porque já gastei mais do que devia deixando essa casa habitável. E também, eu já tinha me decidido que daqui pra frente eu iria tentar decorar usando coisas que tivessem significado pra mim: lembranças de uma viagem, meus bichinhos de pelúcia, tecidos. Porra, eu sou a rainha de guardar tranqueira, não é possível que não tivesse com quê decorar.

A idéia eu tirei da casa-escola do meu professor de yoga, que nas paredes tem dezenas de coisinhas que ele e a mulher dele trouxeram. Tem desde quadrinhos da Índia (eles amam a Índia, mas não têm site, senão eu colocava o link) até a hélice do avião que o pai dela pilotou. Isso sim é decoração, não comprar enfeites da Tok & Stok.

Não sabia o que fazer, mas queria fazer algo. Colar fotos, sei lá. Mas aí me deu um estalo mágico: eu adoro música, adoro letras de música. Aí eu comecei a escrever letras de músicas loucamente em todos os cantos da mesa. O resultado você pode ver nas fotos. E todos os dias, quando eu ouço um trecho que eu gosto, eu escrevo.


Dou um doce pra quem identificar três músicas!

E, no fim, ficou mais pessoal e me deixa mais feliz do que um quadro de um porquinho abóbora comprado na Etna conseguiria.

Às vezes eu escrevo o trecho errado, erro na ordem das palavras, mas o sentido ainda funciona. Não gosto de fazer isso porque é poesia, funciona de uma certa forma. Do contrário, é só uma frase.

Algumas das coisas que eu já anotei e você pode ver na foto:

"I am just a soul whose intentions are good" - Santa Esmeralda

"Rasque as minhas cartas e não me procure mais" - Leno e Lillian


Eu sou muito seletiva com as coisas que eu escrevo. Pra mim, todas têm significado. Mas eu entendo que podem parecer sem sentido.

2 de novembro de 2007

Starfleet Command is calling ou Sociologia de Almanaque Por Trás dos Uniformes Femininos de Star Trek

Quero muito um uniforme do Star Trek, para as festas à fantasia. Tava vendo no site da USS (http://www.ussbrazil.com) que eles têm uniformes da série original, de Nova Geração e de Voyager.

Cadê uniforme de Enterprise?? Aquele macacão é bacanérrimo.

E você vê a diferença na figura da mulher ao longo das décadas. No original, de 66, a Uhura usava um vestidinho mini rodadinho. Uma roupa totalmente adequada à missão da Enterprise, claro. Você espera que cientistas uniformizados e militarizados usem roupas condizentes. Pelo menos uma saia-lápis até o joelho, vá lá.

Mas se você pensar que o capitão Kirk estava sempre correndo atrás de alguma alienígena humanóide, então você se lembra que os anos 60 foram uma loucura e c'est la vie.



Daí você vê os uniformes de Nova Geração, end of the 80s, comecinho dos 90s. Na indecisão comum da virada de século, algumas mulheres usavam mega decotes e outras um uniforminho básico. Claro que as de decote eram sempre as novinhas.

Já em Deep Space Nine e Voyager a coisa era um pouco diferente: DS9 regularizou a situação, colocando todos com o mesmo tipo de uniforme, mesmo tipo de gola, nada de sainhas, nada de frangagem. E em Voyager, a presença de uma capitã, primeira vez na televisão brasileira, não permitia você sair mostrando as mulheres seminuas. Mas, claro, você pode pegar uma ex-borg e colocar numa roupa prateada colante, porque afinal ela era borg até a semana passada. Esse conceito de sexualidade pra ela é novidade.

E, por fim, você tem Enterprise, nos anos 2000, quando sexo é tudo e sede é nada. Parece que realmente a gente vive num momento de cabeça-oquice incrível. A única neura que existe é a de não tomar um processo. E nesse você tem os dois lados da moeda: a Hoshi usa o uniforme da galera, é boazinha, se apaixona pelo Phlox, e tem bom coração, e a T'Pol é tão lógica que irrita, vulcanicamente imersa no trabalho dela e na supressão dos sentimentos, mas usa um uniforme tão colado que poderia ser pintado no corpo dela e teria o mesmo efeito, e decotes que tem a mesma profundidade do espaço sideral. Mas tudo bem, eu também queria um uniforme da T'Pol da quarta temporada. Ego é tudo.

29 de outubro de 2007

Baile intergaláctico!

Baile Astronômico no Parque do Ibirapuera

Isso vai ser divertido. Preciso comprar uma roupa de Star Trek antes do dia!

Uma performance de astronautas, pessoas fantasiadas de robôs e de
Jedi, o baile reunirá os amantes e apreciadores dos temas correlatos à
Astronomia com o público em geral. A atividade estará tomada pelo Tema
Astronomia. Ao som de Star Wars, ET, Star Trek e 2001 – Uma Odisséia
no espaço, com direito a decoração interplanetária, os participantes
poderão interagir com públicos distintos, inclusive com profissionais
da área de Astrofísica. Dançarinos agitam a noite com muita alegria e
descontração. O baile Astronômico será no Dia 17 de Novembro e
acontece no Parque do Ibirapuera.

28 de outubro de 2007

Felicidade não é finalidade

"But I now thought that this end [one's happiness] was only to be attained by not making it the direct end. Those only are happy (I thought) who have their minds fixed on some object other than their own happiness[....] Aiming thus at something else, they find happiness along the way[....] Ask yourself whether you are happy, and you cease to be so." (p. 94) -- John Stuart Mill

in: Paradox of hedonism

Os vivos sempre trabalham com suposições. Você desce pro litoral supondo que não vai chover, compra mais pão do que pode comer no momento porque supõe que vai ter fome mais tarde, e assim, sucessivamente, até que a morte nos separe.

Eu, pessoa comum, trabalhei sempre com a suposição de que meu objetivo na Terra era ser feliz. Que tudo tinha que ser feito para colaborar com a busca da felicidade, que não digo eterna, porque a idéia toda é atingir a felicidade, não passar a vida procurando por ela. E, que uma vez atingido este objetivo, eu seria um ser iluminado, que estaria para sempre satisfeita com a vida, porque eu tinha felicidade.

A felicidade não é um extrato de planta que você pode guardar e beber quando dá sede. Não é um absoluto, não é palpável e, agora eu posso dizer com certeza, não é objetivo.

Trouxice a minha pensar que felicidade era algo que se alcançava, que se mantinha uma vez conseguido, e que era só achar. Mas você tem que concordar que parece ser isso. A publicidade te diz que é isso, a TV, toda essa pataquada. Difícil achar um comercial que não proponha entrar em contato com a felicidade simplesmente comprando um produto novo. Pode ser que alguns não proponham a felicidade-produto, mas certamente propõe a felicidade-agora-com-nove-vitaminas-e-ferro.

Sempre tem alguém por perto que vê quando você está tentando loucamente conseguir algo que não depende só de você (como um namorado ou a iluminação espiritual) e diz "se você parar de tentar, vai conseguir". Quer dizer então que para poder ter, não posso querer? Douglas Adams já tinha dito isso, no terceiro livro do Mochileiro das Galáxias. Se você quer voar, não pode pensar no objetivo, tem que se deixar levar. Quando você efetivamente se dá conta de que está voando, você vai. Quando você analisa se é feliz, você deixa de ser. Ou é isso que o John Stuart Mill quer que eu acredite.

É realmente um paradoxo. Para ser feliz eu não posso querer ser feliz. Ou não posso tentar. E se eu seguir um caminho qualquer sem mirar, estranhamente, eu vou atingir a felicidade. Está a um passo de ser um Ardil 22.

Mas voltando à minha história de fé e coragem: eu sempre achei que ser feliz era finalidade, era a razão de tudo, era a única utilidade de se estar vivo. E, olhem só, não é.

Isso porque felicidade é algo que não é absoluto, é algo relativo. O que é ser feliz pra você? Pra mim eu não sei bem. É ver a Lua gigante lá fora, isso é bem feliz. Mas não é a felicidade absoluta que eu achava que um dia ia achar. E, quando você pára de se cobrar por não ter atingido ainda essa felicidade absoluta, a vida fica bem mais vivível. Pra mim, o caminho da felicidade é me divertir, rir, me apaixonar e aprender muitas coisas. Pra outra pessoa, pode ser comer um pedaço de cada panettone já produzido no mundo, ou pisar em terra em cada um dos continentes. Como já dizia a Aimee Mann, "I don't understand, I guess it takes all kinds...".

Eu parei de me cobrar pela minha felicidade absoluta, empírica. Parei também de cobrar a vida por não me deixar encontrar essa idéia de jerico que eu inventei. Agora, eu sou zen. A felicidade não é um prato de coxinhas, que eu posso tocar, mas um prato de coxinhas está carregado de felicidade.


Importante: fui procurar uma fotinho pra ilustrar esse post de auto-ajuda genérica (no fim, coloquei algo ainda mais genérico, o kanji de felicidade) e o resultado foi catastrófico. A gente vive num mundo de Power Point. Em alguns meses, todas as reuniões de trabalho vão mostrar um Power Point com paisagens e frases bregas e sem nexo atribuídas ao Arnaldo Jabor. Como se ele se importasse com a amizade, a alegria e a lágrima.

23 de outubro de 2007

Laurinha muda de idéia e a Fitinha do Bonfim

Todos os dias eu mudo de idéia. Eu mudo de idéia porque eu sempre penso de novo sobre tudo. Eu estava pensando essa semana sobre um tema que eu queria desenvolver em um mestrado ou doutorado, e eu mudei de idéia sobre um aspecto específico, depois de ouvir algo que um amigo meu falou.

Eu penso o tempo todo sobre as coisas que me afligem. Ou melhor, sobre as coisas que me acontecem, e sobre as que eu quero que aconteçam e como vou fazer pra que elas sejam. Então, na segunda-feira eu tava pensando de um certo modo sobre um aspecto x da minha vida. Hoje eu mudei de idéia, principalmente porque eu pensei quais eram minhas prioridades na vida, e também porque uma amiga minha deu uns conselhos essenciais. Sem o que ela me disse, eu estaria ainda pensando em outra direção.

E tem outra ainda. Eu cheguei à conclusão de que minha fitinha do Bonfim sabe o que está fazendo. Eu coloquei ela no pulso quando um amigo voltou da Bahia, me trouxe ela. Fiz os pedidos de praxe; eu sempre peço o mesmo. Eu tinha o péssimo costume de ficar desgastando a fitinha, querendo que os desejos se realizassem logo. Isso porque eu achava sempre que quando ela cai, a festa começa.
Só que desta vez eu comecei a pensar: como funciona uma fita do Senhor do Bonfim? Será que no momento em que ela se destroça e cai o pedido se realiza ou ele vai se encaminhando para a realização enquanto a fitinha vai se desgastando?

Se a resposta for a opção 1, obviamente eu deveria ter tudo que pedi no momento em que ela desmancha. Mas o espaço pra trapaça é muito grande. Então, eu mais uma vez mudei e idéia, e resolvi acreditar que ela vai trabalhando seus caminhos misteriosos da fé e da indústria da lembrancinha enquanto o tempo passa. No dia em que ela naturalmente cair, é o dia em que meus desejos já estarão todos realizados e ela pode finalmente seguir seu ciclo natural de vida.

Com isso, eu percebi que ela desgastou rapidinho. Fé é punk. Ela continua aqui, mas é engraçado como o universo tem seu jeito de corrigir o curso, como disse o Desmond no "Lost". Ela está desgastando muito mais rápido do que em qualquer das outras vezes e cada vez mais as coisas vão melhorando. Dúvidas, angústias, preocupações e afins sempre existem, mas as coisas estão sempre melhorando. E a fitinha se desfazendo.

E foi há cerca de três semanas que a fitinha parou de desgastar e eu já não notei nenhum novo estrago nela.

Fiquei pensando comigo "que saco, acho que toda fitinha chega num ponto em que não cai nunca, e toda essa história de desejos é uma balela". Mas, como eu disse antes, a fitinha está fazendo seu trabalho.

Eu comecei a pensar "que catso, não vou realizar nenhum dos desejos, caramba, que vidinha, por que eu? se nem a fitinha do Bonfim quer me ajudar"... quando me dei conta. Pimba! Um tijolinho de epifania se fez e acertou-me bem onde estão os pontos da cirurgia. Faz três semanas e pouco que meu caminho bifurcou e eu não sei pra qual estrada ir. Brega, eu sei.

Mas foi isso. Eu me dei conta de que o que eu tinha desejado estava completamente, totalmente, irremediavelmente ligado ao que eu tinha que decidir. E eu ficava lá sem definir porcaria nenhuma. Claro que ela não ia se gastar por nada. Principalmente se não ia realizar o que eu pedi.

Não dá pra dizer que eu decidi 100% qual dos caminhos seguir, mas a verdade é que pelo menos eu sei que a fitinha do Bonfim não ia me sacanear, e que esse é o jeito dela de dizer:

TE VIRA, O FUTURO É SEU, EU SÓ TOU AQUI SUPERVISIONANDO!


Vou ter que lavar uma escadaria em Salvador, depois dessa epifania.

22 de outubro de 2007

I cannot condone a course of action that will lead us to boredom

O bom de morar sozinha é poder fazer o que você quiser, da maneira que quiser, sempre que quiser, sem precisar negociar nada. E a negociação pode ser até fácil e rápida, mas é existente, sempre, quando você mora com alguém. Seja amigo, colega, namorado, etc. Só se salvam os gatos, que não se importam com o que você faz. Até os cachorros precisam ser levados em conta.

Mas o lado não tão bom é a solidão. Você chega em casa, ninguém está. Você sai de casa, ninguém dá tchau. Você vai cozinhar, é só pra você. Você vê um filme, ninguém ri junto.

Claro, você sempre pode chamar um amigo, mas não é a mesma coisa. Os amigos eventualmente se levantam e dizem que está tarde e que precisam ir embora. Ou então vão ficando mesmo após você ter perdido a vontade de ter companhia, e você precisa continuar entretendo a pessoa, já que ela não mora com você. Não que dividir apartamento ou ser casada seja fantástico, mas é fato que, se você quer companhia, fica mais fácil. E se você estiver num momento quieto, é só falar. Pelo menos é assim que deveria funcionar.

Eu gosto de morar sozinha, mas tá começando a cansar. Queria alguém pra ver TV comigo.

16 de outubro de 2007

Think Pink!


Um dos melhores filmes de todos os tempos é "Cinderela em Paris" (Funny Face, 1958). Audrey Hepburn se fazendo de beatnik e Fred Astaire se achando o rei da foto de moda.

Eu nunca entendia a fascinação com a moda, achava uma coisa tão ridícula. Eu sempre gostei do filme pela ótima da personagem da Audrey Hepburn, de que valia fazer o esquema da moda para conseguir atingir um objetivo. E que ela era uma grande trouxa por aceitar continuar sendo modelo só para ficar perto do Fred Astaire.

Hoje eu já acho diferente.

Claro que acho que ninguém devia perder seu tempo pensando em moda no brainless way que as revistas de moda fazem. Não digo que ficar a par das tendências tem importância, nem que ter os sapatos do momento é crucial. Mas a moda é um jeito tão sagaz de analisar a personalidade e a cultura, tanto de uma pessoa como de um grupo, tribo, povo, região, or what have you.

A roupa não é um supérfluo. A roupa é obrigatória para praticamente todo e qualquer pedacinho de sociedade moderna que você imaginar. Com raras exceções indígenas (aquelas que ainda não foram contaminadas pelo "homem branco"), todos precisam de roupas. Seja um pouquinho só, como nas praias do Rio, ou em camadas, como nas montanhas da Lapônia.

Um item obrigatório para a sobrevivência está carregado de significado, mesmo quando a primeira percepção é de total descaso com aquele item. Mesmo que para um indivíduo aquela vestimenta não tenha significado especial, ela representa tradições, intenções, percepções e costumes de tudo que o cerca. Você não sai de pijama para ir à padaria, mas seu vizinho sai. Você não sai de casa sem um salto médio, para uma festa, enquanto a prima do seu melhor amigo prefere sapatilhas. Tudo está cheio de significados que vão bem além do que a In Style ou a Capricho sugerem.

A moda como representação de uma personalidade ou de um contexto cultural é tão rica, tão absurdamente esclarecedora, que pra mim ficou impossível não achar a moda algo tão fascinante.

Eu gosto de cortes de vestido e sobretudos inovadores, e de belas cores de cetim. Gosto de sapatos da Sarah Chofakian que eu nunca vou ter porque não acho correto gastar R$ 500 num scarpin. Gosto de ler Vogue, que tem 50% de conteúdo mais fútil que o da Estilo, e o resto são belas fotos excelentemente bem produzidas e matérias sobre a história da moda. Mas o melhor mesmo é pensar nas coisas que o ato de vestir provoca nas pessoas, no que a moda significa.

E, voltando a "Cinderela em Paris", eu ando pensando muito nesse filme porque eu me sinto vagamente como a Audrey Hepburn. Eu sempre fui a traça dos livros, que só gostava de ler, odiava cor-de-rosa e não ligava pras roupas, desde que fossem confortáveis. Agora eu gosto de me vestir, e acho até que exagero no que absorvo da Vogue. E topo sofrer um pouco num salto se ele me fizer sentir melhor sobre a minha silhueta. E, diferente da Audrey Hepburn, que mudou porque é uma doida apaixonada, eu mudei porque descobri algo na moda para se respeitar.

10 de outubro de 2007

Redescoberta

Quando eu seguia essa carreira mágica de jornalista de Internet, meu nome estava no Google facinho. Claro, quando você assina artigos constantemente, você tá sujeita ao crawleamento dos sites de busca.

Eu também tive uma época de blogueira com following, numa época em que blog ainda era algo com glamour e sem ganhar dinheiro postando sobre a Vanessa Hudgens ou disponibilizando CDs pra download. Ah, a época dos blogs com conteúdo! Tempos áureos.

Ou não. Praticamente todo o conteúdo era lixo.

Mas enfim, com isso, meu nome ficou gravado na web pra sempre. E embora já exista até uma maldita loja de sapatos bregas com meu nome, eu ainda ganho no quesito quantidade de links. Há!

O melhor não foi encontrar os links pelos quais eu sou culpada, mas sim os links que estão relacionados comigo mas dos quais eu nem sabia.

Por exemplo: alguém gostou de um conto meu.

A Secretaria de Turismo de Sergipe noticiou a notícia que seria publicada.

Outra pessoa falou coisas adoráveis sobre um post do meu antigo blog, o Sakura no Hana.

Já essa pessoa acha que eu sou anti-semita. (Dá um Ctrl+F por Laura Prado, é mais fácil)

A Polícia de Goiás gostou da minha explicação sobre O Dia das Mães.


Além disso, você sempre pode achar um sem número de entries enciclopédicas sobre seriados, filmes, etc, no Almaque da Folha Online; reportagens para crianças na Folhinha Online; e turismo no Especial de Verão de 2003... Ah, o verão de 2003!

Depois de tudo isso, só tem uma coisa que eu posso dizer: eu me acho. E você também pode me achar na web, mas eu já mastiguei tudinho pra você, querido leitor.

1 de outubro de 2007

Foto do ano!!!



Que família linda! Esse foi o casamento do ano!

10 de setembro de 2007

Exotismo culinário é o que há

Semana retrasada, gỏi cuốn (tirei as melhores dicas de preparo do Grab Your Fork).

Semana passada, falafel. Assado, de acordo com a dica da Karen.

Essa magia de cozinhar apareceu de novo quando o Lello me emprestou os livrinhos da coleção da Folha. Eu tinha comprado papel de arroz na Liberdade, mas não sabia o que fazer. Daí eu vi na Martha Stewart como se faz goi cuon. Tou sem pique para os acentos. É facílimo. Basta fatiar várias coisas em fiapos: cenoura, pepino japonês, manga... Daí você faz um pouco de carne (ou pode fazer sem, se for vegetariano), cozinha um pouco de bifum, cozinha uns camarões cinzas e buf, tem um rolinho de verão.
Ah sim, você precisa passar as folhas de arroz na água morna. Não encharque, senão a chance de quebrar é maior. O negócio é voce botar água numa tigela um pouco maior que o diâmetro da folha, e só garantir que molhou os dois lados por igual, sem deixar encharcar. Daí você faz umas panquequinhas, e come com molho de shoyu.

E o livrinho não teve nada a ver com isso, diretamente. Mas quando eu vi os livros na casa do Lello (que está fazendo um tour gostosas na Europa, no momento), pensei: deve ter um do Vietnã, deve ter receita de rolinho. Mas não tinha, mas eu resolvi pegar o de Israel, pela receita de falafel, e o da Suíça, pela receita de rösti. Rösti, aliás, é a receita da semana que vem. Nas outras duas próximas semanas eu tou garantida: casamentos.

Cansei de macarrão. Agora, vou variar.

5 de setembro de 2007

America's Next Top Model

Eu sei que o programa já acabou faz uma vida nos EUA, mas eu tava vendo na Sony.

A Caridee ganhou!

Foi igualzinho à final do primeiro Top Chef (eu adoro realities de profissões): duas pessoas com skillset perfeito, realmente quem deveria ir, mas quem levou foi "the good guy". Porque, no fim das contas, tem que levar em conta que se a pessoa vai ser porta-voz de uma marca, vai representar uma emissora, ou afins, dificilmente vão escolher alguém "bitchy", que não tem consideração pelos outros.

Tiffany se ferrou na final do Top Chef 1, Marcel se ferrou na final do Top Chef 2, a Jade se ferrou no ANTM 6, e agora, a franga da Melrose se ferrou. Diferentemente do American Idol, não tem voto do público, então os concorrentes dependem completamente de como eles se apresentam não só para o júri, mas também para o mundo. Então, resolveu sacanear alguém, se ferrou. Resolveu não ser amiga de ninguém, se ferrou também. Resolveu que só está lá pra ganhar, azar o seu. Vai ganhar medalha de prata. E não do tipo bom, como diria o Lello.

Fico feliz de saber que, em algum lugar, alguém está sendo recompensado por ser gente boa, por tentar ser agradável.

Eu acho que eu ando levando esses realities show muito a sério.


Mas... quando vão passar Top Chef 3?

Homens da Enterprise - alguns highlights

Capitão Archer: ele é quase uma criança, de tão crédulo. Por isso ele só se ferra. Acredita em todo mundo que diz que precisa entrar na Enterprise, daí acaba perdendo parte da tripulação e tendo que recuperar. Deve ter sido uma infância muito feliz pra ele ser tão crédulo assim. É até bom. Fico feliz em saber que as pessoas acreditam na bondade humana. Mesmo que essas pessoas sejam fictícias.



Trip: Nunca vi um texano tão agradável. Parece bem impossível que alguém não se apaixone por um engenheiro espacial que toca gaita e tem um sorriso tão adorável.









Malcolm: Começou como o cara que eu achava o mais adorável. Agora, ele me entedia. Maleta superformal da peste.








Travis: Tem cara de criança. Dificilmente fala algo mais interessante do que "we're out of warp".









Dr. Phlox: Qualquer cara que adora tantos os animais e tem olhos azuis brilhantes é meu tipo.

3 de setembro de 2007

Sempre existe um canto escuro a se explorar

Toda vez que eu assisto Enterprise eu fico com a mesma sensação: todas as tavernas são lugares onde se planejam grandes golpes contra a população local.

E, claro, o planejamento sempre ocorre em salas escuras nos fundos, onde os clientes não deveriam ir, mas eles sempre acabam indo. Como nos filmes de terror em que a franga está sempre aterrorizada, mas desce a escada pra ver quem está lá de qualquer maneira.

E o Enterprise acabou com a história do cara da camisa vermelha. Talvez porque o uniforme de todos é azul e só tem uma listrinha colorida, o que dificultaria. Mas não sei.

2 de setembro de 2007

Why being really lonely is sometimes super awesome

Eu estou assistindo Scrubs, e esse era o título do último post do blog do JD, segundo o Dr. Cox. Isso me lembra que na semana passada eu tive duas chances de mencionar Scrubs em conversas normais. Incrível.

E é verdade, às vezes, ficar sozinho, é realmente fantástico. Ok, não é. Mas não tem nada que se possa fazer, então você se acostuma. E você sempre pode ter família por perto, e amigos. Mas morar sozinha é esquisito de vez em quando. Principalmente quando você começa a gostar.

Trilha sonora do dia: Half The World Away - REM

27 de agosto de 2007

Reviews: Antony and The Johnsons

Banda: Antony and the Johnsons

Origem: Nova York, EUA

Disco que eu conheço: I Am a Bird Now

Com o que parece: Com uma família caminhando na chuva, com guarda-chuvas pretos, indo prestar as últimas homenagens ao filho que todos sabiam, lá no fundo, que estava mais feliz agora. Quando o parente mais próximo joga o primeiro punhado de terra no caixão, é o momento da paradinha que o piano dá no ápice de "The Lake".

Quote apropriada: Ah, se toda banda novaiorquina fosse assim...

Porque eu gosto: porque todo mundo tem um lado depressivo, mesmo que não exercite. E todo lado depressivo é extremamente aguçado pela trilha sonora correta. Coloque "I Fell In Love With a Dead Boy", que mesmo sem saber a letra, que é kinda freaky, e você vai sentir que tem algo errado com a sua vida. E, ao mesmo tempo, pode se consolar pensando que, a pessoa que escreveu essa música deve ter problemas maiores que os seus.

Mas nem tudo é deprimente com o Antony, que eu ainda não sei se é menino ou menina - não no quesito físico, mas no espiritual -, algumas das músicas tem uma vibe jazz/blues de sarjeta fenomenal. O sax de Fistful of Love (música que tem participação do Lou Reed, veja bem) é muito Motown, mas com os vocais cadavéricos de Antony Hegarty. E se o Devendra Banhart e o Rufus Wainwright são fãs do cara, é certo que ele vale o peso dele em ouro.

E, se não fosse suficiente, ele vai tocar em outubro no Auditório Ibirapuera, parte da porcaria do TIM Festival. No mesmo dia que a Catpower. Com um double whamy assim, capaz eu até ir.

Para ouvir: O site http://www.antonyandthejohnsons.com/ traz um link para trechos de algumas músicas. Mas, olha que magia, você pode ouvir no Deezer!

free music


Se, ainda assim, você quiser baixar trechos: http://www.brainwashed.com/antony/ (recomendo "For Today I Am A Boy")

22 de agosto de 2007

O scanner

Na verdade, esse post é sobre eu finalmente ter conseguido a capa que deu origem ao livro. Agora tenho a capa do Laurinha Muda de Idéia, pra enfeitar e dar contexto ao blog.

Mas, a verdade verdadeira é que nada disso seria possível sem a ajuda inestimável do meu scanner.

Minha mãe perguntou pra que eu preciso de um scanner, e a verdade é que eu não tenho resposta pra isso. Eu não preciso de um scanner, no momento. Ele foi dado pela HP, em troca de um scanner defeituoso. Só que o scanner defeituoso era tão ordinário que até tiraram de linha. Era aquele que ficava na vertical e parecia um livro aberto e transparente. Se tentarem te vender, fuja. Ele tem um defeito congênito.

Trocaram a joça por um 5590, que pra mim poderia ser uma Ferrari em forma de scanner. Rápido que nem a peste, com alimentador automático, escaneador de slide e negativo e botões mágicos que sabem o que eu quero. Até imprime direto dele. Seria melhor se eu tivesse uma impressora.

Enfim, tudo isso é só pra dizer que agora o blog está correto. Laurinha muda de idéia, embora não tenha feito isso recentemente.

21 de agosto de 2007

10 Trilhas de Filmes Que Não Vi

Teve um tempo em que eu colecionei trilhas sonoras. Hoje eu só coleciono mp3, o que não é a mesma coisa, já que não tem capinha. Mas eu colecionava tanto que comprava trilhas de qualquer filme, mesmo que não tivesse visto. E algumas vezes eu dava sorte.

Eu já peguei algumas trilhas bem vagabundas. Inclusive de filmes que eu já havia visto, mas meu impulso obsessivo não me deixava não comprar. Mesmo sabendo que eu nunca iria ouvir.

Então, no meio dessa coleção, há uma série de trilhas de filmes que eu nunca vi, mas que eu adoro. Não digo filmes clássicos, como "Um Golpe de Mestre", que eu nunca vi, mas que tem músicas que são sinônimo de Robert Redford. Esses são filmes que eu nunca vi porque nunca ouvi falar, ou porque quando saíram pareciam chatos demais. E, possivelmente, são.

1. Ruas de Fogo












Quem viu, fala que é demais. Eu não vi, mas não gostei da capa. Não gosto de universos industriais onde você tem que lutar pela sua sobrevivência se defendendo de um governo opressor controlado por capitalistas desalmados. Pela capa do CD, eu tenho 99% de chance de acabar com um filme assim nas mãos. O que ninguém pode negar é que o Fire Inc. foi a banda do momento quando criou Nowhere Fast e a irmã-quase-gêmea-univitelina que também está na trilha, Tonight Is What It Means To Be Young. Não me dou ao trabalho de ver o filme por conta de I Can Dream About You, do Dan Hartman. É uma música ótima, mas que não N-A-D-A a ver com o resto da trilha. Assim sendo, aposto que ela aparece numa cena em que a mocinha sai de moto com o irmão mais velho ou o pai, que proíbem ela de ver o namoradinho, mas ela sai sorrindo na garupa da moto e ele fica lá na calçada, sorrindo e pensando... cue "I Can Dream About You" e imagens dos dois num mundo feliz e gramado.


2. The Real Blonde











Eu odeio o Matthew Modine. Roubou o nome do Matthew Broderick, me fez pensar que era o Patrick Dempsey jovem em alguns filmes, me enganou algumas vezes. Não caio mais nessa. Por isso, eu nem cogito assistir The Real Blonde.

A sorte do filme é que a trilha sonora tem algumas das bandas desconhecidas mais decentes que eu já tive a chance de ouvir. Space, que eu só conhecia da colaboração deles com o Catatonia em "The Ballad of Tom Jones" (que tem a melhor letra de assassinato/celebridade pop do mundo), faz umas músicas ótimas e a do disco "Neighbourhood" é sombria e alegre ao mesmo tempo, se isso é possível. O Yello, velho conhecido dos fãs do Ferris Bueller, só cantava Oh Yeah, mas canta mais algumas frases no disco, num ritmo mega-atual, mas bem oitentista, quase um Locomia americano. A música parece perfeita pra ficar de tocaia num bar de strip, à espera de um senador bêbado para chantagear. E, claro, a música A Martini for Mancini, que devia ter em todos os filmes do mundo. Qualquer filme pode se beneficiar de ter uma cena em que um par de pilantras invade uma festa na casa do alvo e acaba se juntando à fila da conga. E essa é a trilha sonora.

3. I Can Get It For You Wholesale












Não tenho muito o que dizer dessa trilha, especialmente porque é de um musical da Broadway, e não de um filme. Como eu nem nunca ouvi falar do musical da Broadway, acho que vale. As músicas seguem o padrão genérico de musicais, com letras vagamente sarcásticas e de situação, seguindo a narrativa e ponto. Mas, qual outra trilha sonora poderia me informar que a Barbra Streisand, apesar do nariz e do sotaque do Brooklyn, nasceu em Madagascar? É incrível, é muita cultura num CD só.

Ah, a peça fala sobre uma fábrica. Like you care.

4. Trouble Every Day












Eu só queria esclarecer que o Vincent Gallo ainda me é um desconhecido. Talvez se eu tivesse visto Brown Bunny, e tivesse gostado, eu tivesse procurado assistir esse filme. Mas, dado que tudo que eu ouço do Vincent Gallo é que ele leva as coisas longe demais, e esse filme se tratando de pessoas que acreditam ser vampiros, fica pra próxima, belê?

No entanto, a trilha inteirinha é do Tindersticks. Essa é uma das melhores bandas não categorizadas que eu já conheci. O jazz mais triste, o rock mais cruel, o blues mais indignado, eles tem tudo. E a voz do Stuart Staples, que rivaliza com o Stephin Merritt em quão baixo se consegue levar um tom. Não basta ser audível apenas para pigmeus do Kalahari, é preciso inovar.

O tema de amor, de amor não tem nada, mas tem melodias lindas, assim como a música de encerramento. Mas se você não gosta de sangue, não compre o CD. O encarte e a capa estão cheios de paredes e pessoas sangrentas, mais até do que você encontra num filme de terror médio.


5. The Avengers












Você sabe que está sendo enganado quando abaixo do título do filme a trilha sonora traz "Music from AND INSPIRED BY...". Apesar disso, a trilha é bem boa. Eu não quero saber exatamente como eles se inspiraram no filme, que foi baseado no seriado, pra fazer a trilha, mas deu certo.

Stereo MCs, que é sempre uma banda que consegue melhorar o nível das coisas, Grace Jones em estilo apocalíptico com a The Radio Science Orchestra, uma música horrível da Annie Lennox... Eu já não gostava da Annie Lennox fora do Eurythmics mesmo, não me importo.

Vou dizer que eu adoro o Ralph (lê-se rêife) Fiennes e a Uma Thurman, e ainda ela está usando uma roupa muito moderna e ele está muito elegante, embora pareça que eles estão em filmes diferentes e eu não sei bem como isso se encaixa no seriado original, ou mesmo num filme, e quem pode ser contra toda essa estética anos 60-se-for-retrô-então-é-moderno do filme, não eu, claro, eu sou totalmente a favor. Mas a vontade de ver o filme é zero, ainda assim. Tanta quanto eu tenho de assistir nossa próxima sugestão...

6. The Waterboy












Adam Sandler. Eu preciso pensar agora... eu adoro ele. Mas filmes em que ele é um paspalho que dá uma sorte enorme e muda completamente de vida, mas precisa lutar contra todos os filhos da puta que querem tirar a grana dele ou mesmo tirar somente o seu orgulho, que é o que ele tem de mais importante na vida... É, não tem muito o que pensar. Esses filmes já encheram. Me dêem mais Embriagados de Amor ou Como Se Fosse A Primeira Vez. Eu amo o Adam Sandler. Mas eu espero que ele nunca mais faça essas comédias aleatórias.

Não preciso nem entrar no IMDB pra saber que ele deve ser um cara acima dos 30, loser completo e irrestrito, que tem um emprego de bosta, mas de repente descobre uma herança/talento/profissão e torna-se do dia pra noite um dos caras mais pops do momento. Só pela pose dele segurando os baldes na capa do CD eu já sei.

Para dar um crédito pra ele, Afinados no Amor era excelente, Paizão também. Mas, mais do que isso, todas as trilhas que são produzidas pelo Adam Sandler são fantásticas. 90% anos 80, 20% coisas que eu nunca ouviria e que, por diversas razões, realmente são legais. E com Waterboy, é isso que rola. Só que a proporção é um pouco diferente: 80% anos 70 e 20% coisas legais que eu não imaginava que eram legais. Tem Creedance, Earth, Wind & Fire, Doors e... Tom Sawyer! Viva o MacGyver.

7. Babe - O Porquinho na Cidade Grande












Eu vi o Babe, o primeiro. Não era especial. Não era enternecedor. Era um filme com um porco falante. Babe não chega nos cascos do Porco-Aranha. E o que faz um porco pastor de ovelhas querer ir pra cidade é algo que escapa à compreensão.

Interessante notar que minha obrigação de comprar trilhas sonoras rendeu. Mesmo com um porco e um ganso falantes envolvidos. A trilha tem uma das minhas 294 músicas favoritas de todos os tempos: That's Amore, do Dean Martin. Como é possível não gostar de uma música que começa assim: "When the moon hits your eye, like a big pizza pie, that's amore!"?

Além disso, tem Chattanooga Choo-Choo, com Glenn Miller, sua orquestra e os Modernaires, um clássico. Aliás, quem viu Música e Lágrimas sabe do que eu tou falando. Tem até Edith Piaf, cantando Non, Je Ne Regrette Rien, que quando eu ouvi da primeira vez, achei que era um coro de ratinhos cantando e que era piada. E se isso tudo não bastar, tem uma musiquinha original, cantada pelo Peter Gabriel, mas que é Randy Newman demais pra mim.

8. Grace of My Heart












Esse é um que eu gostaria de ver. Tem o John Turturro, que pra mim devia ser elevado à condição de deus e banhado em Leite Ninho. O Matt Dillon, com cara de nerd, franjinha e tudo, faz-me rir, e o Eric Stoltz, eu só lamento. É errado ser tão ruivo, meu cérebro não compreende. E tem a Illeana Douglas, fazendo cara de todos-querem-me-comer na capa do disco. Embora eu ache pouco provável.

Mas quem pode errar com Burt Bacharach e Elvis Costello?

Mas da parte que não é café-com-leite, J Mascis é uma banda muito fofa. Take a Run At The Sun é das músicas que eu pretendo gravar num CD pra quando eu finalmente fizer a grande viagem de carro. Num conversível, que de Palio não combina. E a outra banda que deve ser do filho do produtor, pelo número de faixas ocupadas por eles, é For Real. Combina bem com o clima da capa: vocais Motown, bate-palminhas na faixa "I Do", toda aquela sensação de alguém passando numa scooter com livros presos na garupa. Very cool, very nice.

9. Gun Shy












Na capa do CD tem a Sandra Bullock, um cara que diz ser o Liam Neeson, mas é mentira, um cara que eu achei que fosse o Luiz Guzmán, mas é o Oliver Platt de barba, e uma arma com gatilho em forma de coração. How original.

Não gosto da Sandra Bullock. Na verdade, eu não gosto de muita gente. A vida é assim, né? Uns dias a gente ganha, e tem gente que a gente odeia.

A trilha mais essa capa super-elegante dá um feeling de "somos todos criminosos e enganamos uns aos outros, mas no fim eu me apaixono por ele e ele por mim e nós queremos deixar a vida do crime, mas um chefão quer nossa cabeça, mas é tudo muito engraçado, porque no fim, o amor prevalecerá". Bob Schneider, que abre o disco, tem uma voz excelente, bem fora-da-lei mesmo. Se ele quisesse roubar um banco, eu totalmente acreditaria que ele tem experiência no assunto.

10. Heavenly Creatures












Eu estou ciente que esse filme não é desconhecido, e que tem a Kate Winslet criancinha. O que me levou a comprar o CD foi a dica de uma amiga minha, que era mega-fã do filme. Não sei se ela ainda (é, Déa?), mas a trilha ficou, principalmente porque tem Mario Lanza. Por mais brega que ele seja, ele é o Mario Lanza. O Justin Timberlake da ópera.

E tem vários trechos de óperas do Puccini. Eu gosto de ópera. Adoro a palavra ópera. Ópera, ópera, opera, opêra, operá, pópara, e por aí vai. Ópera. Perdeu o sentido a palavra.

Se minha amiga ainda não tiver, dou o CD pra ela, que vai aproveitar bem mais do que eu. E eu já ripei.

15 de agosto de 2007

BlogMusik.net: lá, provavelmente, tem

Essa foi uma das melhores coisas que já me mostraram. O site BlogMusik.net tem milhares de músicas, funciona todo streamlineadinho, então é uber-rápido, é lindo e você pode guardar qualquer música nas suas playlists.

E dá pra postar as músicas que você encontra, como a trilha sonora do Cowboy Bebop. A primeira música, Tank!, é fenomenal.

free music

14 de agosto de 2007

Palavra do dia

Beowulf

As in "Wow! Imagine a beowulf cluster of those!"

13 de agosto de 2007

Uma pérola!

"Gênio você cuida das guloseimas; Bacana, traga algumas garotas; Chuchu e Espeto cuidem dos panfletos; Batatinha... segure isso pra mim." -- Manda-chuva.

Webcomics que eu gosto

Hoje, meu blog traz até você, leitor dileto e desocupado, uma seleção dos melhores webcomics da intahweb. Claro, os que eu acho melhores. Deixando claro pra mostrar que existe uma comunicação autêntica e que é sempre melhor usar a coluna da esquerda.


1. XKCD









Fácil o top 1 da minha lista. É normal você ter um amigo que não entende todas as tirinhas, porque elas são voltadas para um público nerd com sentimentos. Isso sim é long tail. Eu não entendo nenhuma das que trazem fórmulas ou teoremas matemáticos. Pra isso, eu tenho o Carlosa.
http://www.xkcd.com


2. Achewood














Difícil achar um quadrinho mais sem nexo. As histórias geralmente têm começo, meio e fim, mas você tem que topar um mindset em que o mundo real não existe, numa cidade chamada Achewood, onde vários animais vivem, dirigem carros e vivem na casa de um cara chamado Chris.

O romance do Phillipe com a Ultrapeanut é definitivamente o ponto alto até o momento. O Liebot dizendo para o Phillipe qual é a coisa mais triste é concorrente forte, também. Assim como The Great Outdoor Fight: 3 Days, 3 Acres, 3,000 Men.


3. Penny Arcade











Pra nerds, definitivamente, mas só para aqueles que conseguem ter um pouco de senso de humor. Aliás, um muito é bem melhor. Se seu colega não consegue acreditar que a maioria dos filmes baseados em quadrinhos realmente é uma bela porcaria, não mostre pra ele. Se sua namorada acha que videogame é uma perda de tempo, mostre pra ela. Se você nunca ouviu falar do Fruit Fucker, está perdendo seu tempo.
http://www.penny-arcade.com