Problemas domésticos e nerdices

27 de agosto de 2007

Reviews: Antony and The Johnsons

Banda: Antony and the Johnsons

Origem: Nova York, EUA

Disco que eu conheço: I Am a Bird Now

Com o que parece: Com uma família caminhando na chuva, com guarda-chuvas pretos, indo prestar as últimas homenagens ao filho que todos sabiam, lá no fundo, que estava mais feliz agora. Quando o parente mais próximo joga o primeiro punhado de terra no caixão, é o momento da paradinha que o piano dá no ápice de "The Lake".

Quote apropriada: Ah, se toda banda novaiorquina fosse assim...

Porque eu gosto: porque todo mundo tem um lado depressivo, mesmo que não exercite. E todo lado depressivo é extremamente aguçado pela trilha sonora correta. Coloque "I Fell In Love With a Dead Boy", que mesmo sem saber a letra, que é kinda freaky, e você vai sentir que tem algo errado com a sua vida. E, ao mesmo tempo, pode se consolar pensando que, a pessoa que escreveu essa música deve ter problemas maiores que os seus.

Mas nem tudo é deprimente com o Antony, que eu ainda não sei se é menino ou menina - não no quesito físico, mas no espiritual -, algumas das músicas tem uma vibe jazz/blues de sarjeta fenomenal. O sax de Fistful of Love (música que tem participação do Lou Reed, veja bem) é muito Motown, mas com os vocais cadavéricos de Antony Hegarty. E se o Devendra Banhart e o Rufus Wainwright são fãs do cara, é certo que ele vale o peso dele em ouro.

E, se não fosse suficiente, ele vai tocar em outubro no Auditório Ibirapuera, parte da porcaria do TIM Festival. No mesmo dia que a Catpower. Com um double whamy assim, capaz eu até ir.

Para ouvir: O site http://www.antonyandthejohnsons.com/ traz um link para trechos de algumas músicas. Mas, olha que magia, você pode ouvir no Deezer!

free music


Se, ainda assim, você quiser baixar trechos: http://www.brainwashed.com/antony/ (recomendo "For Today I Am A Boy")

22 de agosto de 2007

O scanner

Na verdade, esse post é sobre eu finalmente ter conseguido a capa que deu origem ao livro. Agora tenho a capa do Laurinha Muda de Idéia, pra enfeitar e dar contexto ao blog.

Mas, a verdade verdadeira é que nada disso seria possível sem a ajuda inestimável do meu scanner.

Minha mãe perguntou pra que eu preciso de um scanner, e a verdade é que eu não tenho resposta pra isso. Eu não preciso de um scanner, no momento. Ele foi dado pela HP, em troca de um scanner defeituoso. Só que o scanner defeituoso era tão ordinário que até tiraram de linha. Era aquele que ficava na vertical e parecia um livro aberto e transparente. Se tentarem te vender, fuja. Ele tem um defeito congênito.

Trocaram a joça por um 5590, que pra mim poderia ser uma Ferrari em forma de scanner. Rápido que nem a peste, com alimentador automático, escaneador de slide e negativo e botões mágicos que sabem o que eu quero. Até imprime direto dele. Seria melhor se eu tivesse uma impressora.

Enfim, tudo isso é só pra dizer que agora o blog está correto. Laurinha muda de idéia, embora não tenha feito isso recentemente.

21 de agosto de 2007

10 Trilhas de Filmes Que Não Vi

Teve um tempo em que eu colecionei trilhas sonoras. Hoje eu só coleciono mp3, o que não é a mesma coisa, já que não tem capinha. Mas eu colecionava tanto que comprava trilhas de qualquer filme, mesmo que não tivesse visto. E algumas vezes eu dava sorte.

Eu já peguei algumas trilhas bem vagabundas. Inclusive de filmes que eu já havia visto, mas meu impulso obsessivo não me deixava não comprar. Mesmo sabendo que eu nunca iria ouvir.

Então, no meio dessa coleção, há uma série de trilhas de filmes que eu nunca vi, mas que eu adoro. Não digo filmes clássicos, como "Um Golpe de Mestre", que eu nunca vi, mas que tem músicas que são sinônimo de Robert Redford. Esses são filmes que eu nunca vi porque nunca ouvi falar, ou porque quando saíram pareciam chatos demais. E, possivelmente, são.

1. Ruas de Fogo












Quem viu, fala que é demais. Eu não vi, mas não gostei da capa. Não gosto de universos industriais onde você tem que lutar pela sua sobrevivência se defendendo de um governo opressor controlado por capitalistas desalmados. Pela capa do CD, eu tenho 99% de chance de acabar com um filme assim nas mãos. O que ninguém pode negar é que o Fire Inc. foi a banda do momento quando criou Nowhere Fast e a irmã-quase-gêmea-univitelina que também está na trilha, Tonight Is What It Means To Be Young. Não me dou ao trabalho de ver o filme por conta de I Can Dream About You, do Dan Hartman. É uma música ótima, mas que não N-A-D-A a ver com o resto da trilha. Assim sendo, aposto que ela aparece numa cena em que a mocinha sai de moto com o irmão mais velho ou o pai, que proíbem ela de ver o namoradinho, mas ela sai sorrindo na garupa da moto e ele fica lá na calçada, sorrindo e pensando... cue "I Can Dream About You" e imagens dos dois num mundo feliz e gramado.


2. The Real Blonde











Eu odeio o Matthew Modine. Roubou o nome do Matthew Broderick, me fez pensar que era o Patrick Dempsey jovem em alguns filmes, me enganou algumas vezes. Não caio mais nessa. Por isso, eu nem cogito assistir The Real Blonde.

A sorte do filme é que a trilha sonora tem algumas das bandas desconhecidas mais decentes que eu já tive a chance de ouvir. Space, que eu só conhecia da colaboração deles com o Catatonia em "The Ballad of Tom Jones" (que tem a melhor letra de assassinato/celebridade pop do mundo), faz umas músicas ótimas e a do disco "Neighbourhood" é sombria e alegre ao mesmo tempo, se isso é possível. O Yello, velho conhecido dos fãs do Ferris Bueller, só cantava Oh Yeah, mas canta mais algumas frases no disco, num ritmo mega-atual, mas bem oitentista, quase um Locomia americano. A música parece perfeita pra ficar de tocaia num bar de strip, à espera de um senador bêbado para chantagear. E, claro, a música A Martini for Mancini, que devia ter em todos os filmes do mundo. Qualquer filme pode se beneficiar de ter uma cena em que um par de pilantras invade uma festa na casa do alvo e acaba se juntando à fila da conga. E essa é a trilha sonora.

3. I Can Get It For You Wholesale












Não tenho muito o que dizer dessa trilha, especialmente porque é de um musical da Broadway, e não de um filme. Como eu nem nunca ouvi falar do musical da Broadway, acho que vale. As músicas seguem o padrão genérico de musicais, com letras vagamente sarcásticas e de situação, seguindo a narrativa e ponto. Mas, qual outra trilha sonora poderia me informar que a Barbra Streisand, apesar do nariz e do sotaque do Brooklyn, nasceu em Madagascar? É incrível, é muita cultura num CD só.

Ah, a peça fala sobre uma fábrica. Like you care.

4. Trouble Every Day












Eu só queria esclarecer que o Vincent Gallo ainda me é um desconhecido. Talvez se eu tivesse visto Brown Bunny, e tivesse gostado, eu tivesse procurado assistir esse filme. Mas, dado que tudo que eu ouço do Vincent Gallo é que ele leva as coisas longe demais, e esse filme se tratando de pessoas que acreditam ser vampiros, fica pra próxima, belê?

No entanto, a trilha inteirinha é do Tindersticks. Essa é uma das melhores bandas não categorizadas que eu já conheci. O jazz mais triste, o rock mais cruel, o blues mais indignado, eles tem tudo. E a voz do Stuart Staples, que rivaliza com o Stephin Merritt em quão baixo se consegue levar um tom. Não basta ser audível apenas para pigmeus do Kalahari, é preciso inovar.

O tema de amor, de amor não tem nada, mas tem melodias lindas, assim como a música de encerramento. Mas se você não gosta de sangue, não compre o CD. O encarte e a capa estão cheios de paredes e pessoas sangrentas, mais até do que você encontra num filme de terror médio.


5. The Avengers












Você sabe que está sendo enganado quando abaixo do título do filme a trilha sonora traz "Music from AND INSPIRED BY...". Apesar disso, a trilha é bem boa. Eu não quero saber exatamente como eles se inspiraram no filme, que foi baseado no seriado, pra fazer a trilha, mas deu certo.

Stereo MCs, que é sempre uma banda que consegue melhorar o nível das coisas, Grace Jones em estilo apocalíptico com a The Radio Science Orchestra, uma música horrível da Annie Lennox... Eu já não gostava da Annie Lennox fora do Eurythmics mesmo, não me importo.

Vou dizer que eu adoro o Ralph (lê-se rêife) Fiennes e a Uma Thurman, e ainda ela está usando uma roupa muito moderna e ele está muito elegante, embora pareça que eles estão em filmes diferentes e eu não sei bem como isso se encaixa no seriado original, ou mesmo num filme, e quem pode ser contra toda essa estética anos 60-se-for-retrô-então-é-moderno do filme, não eu, claro, eu sou totalmente a favor. Mas a vontade de ver o filme é zero, ainda assim. Tanta quanto eu tenho de assistir nossa próxima sugestão...

6. The Waterboy












Adam Sandler. Eu preciso pensar agora... eu adoro ele. Mas filmes em que ele é um paspalho que dá uma sorte enorme e muda completamente de vida, mas precisa lutar contra todos os filhos da puta que querem tirar a grana dele ou mesmo tirar somente o seu orgulho, que é o que ele tem de mais importante na vida... É, não tem muito o que pensar. Esses filmes já encheram. Me dêem mais Embriagados de Amor ou Como Se Fosse A Primeira Vez. Eu amo o Adam Sandler. Mas eu espero que ele nunca mais faça essas comédias aleatórias.

Não preciso nem entrar no IMDB pra saber que ele deve ser um cara acima dos 30, loser completo e irrestrito, que tem um emprego de bosta, mas de repente descobre uma herança/talento/profissão e torna-se do dia pra noite um dos caras mais pops do momento. Só pela pose dele segurando os baldes na capa do CD eu já sei.

Para dar um crédito pra ele, Afinados no Amor era excelente, Paizão também. Mas, mais do que isso, todas as trilhas que são produzidas pelo Adam Sandler são fantásticas. 90% anos 80, 20% coisas que eu nunca ouviria e que, por diversas razões, realmente são legais. E com Waterboy, é isso que rola. Só que a proporção é um pouco diferente: 80% anos 70 e 20% coisas legais que eu não imaginava que eram legais. Tem Creedance, Earth, Wind & Fire, Doors e... Tom Sawyer! Viva o MacGyver.

7. Babe - O Porquinho na Cidade Grande












Eu vi o Babe, o primeiro. Não era especial. Não era enternecedor. Era um filme com um porco falante. Babe não chega nos cascos do Porco-Aranha. E o que faz um porco pastor de ovelhas querer ir pra cidade é algo que escapa à compreensão.

Interessante notar que minha obrigação de comprar trilhas sonoras rendeu. Mesmo com um porco e um ganso falantes envolvidos. A trilha tem uma das minhas 294 músicas favoritas de todos os tempos: That's Amore, do Dean Martin. Como é possível não gostar de uma música que começa assim: "When the moon hits your eye, like a big pizza pie, that's amore!"?

Além disso, tem Chattanooga Choo-Choo, com Glenn Miller, sua orquestra e os Modernaires, um clássico. Aliás, quem viu Música e Lágrimas sabe do que eu tou falando. Tem até Edith Piaf, cantando Non, Je Ne Regrette Rien, que quando eu ouvi da primeira vez, achei que era um coro de ratinhos cantando e que era piada. E se isso tudo não bastar, tem uma musiquinha original, cantada pelo Peter Gabriel, mas que é Randy Newman demais pra mim.

8. Grace of My Heart












Esse é um que eu gostaria de ver. Tem o John Turturro, que pra mim devia ser elevado à condição de deus e banhado em Leite Ninho. O Matt Dillon, com cara de nerd, franjinha e tudo, faz-me rir, e o Eric Stoltz, eu só lamento. É errado ser tão ruivo, meu cérebro não compreende. E tem a Illeana Douglas, fazendo cara de todos-querem-me-comer na capa do disco. Embora eu ache pouco provável.

Mas quem pode errar com Burt Bacharach e Elvis Costello?

Mas da parte que não é café-com-leite, J Mascis é uma banda muito fofa. Take a Run At The Sun é das músicas que eu pretendo gravar num CD pra quando eu finalmente fizer a grande viagem de carro. Num conversível, que de Palio não combina. E a outra banda que deve ser do filho do produtor, pelo número de faixas ocupadas por eles, é For Real. Combina bem com o clima da capa: vocais Motown, bate-palminhas na faixa "I Do", toda aquela sensação de alguém passando numa scooter com livros presos na garupa. Very cool, very nice.

9. Gun Shy












Na capa do CD tem a Sandra Bullock, um cara que diz ser o Liam Neeson, mas é mentira, um cara que eu achei que fosse o Luiz Guzmán, mas é o Oliver Platt de barba, e uma arma com gatilho em forma de coração. How original.

Não gosto da Sandra Bullock. Na verdade, eu não gosto de muita gente. A vida é assim, né? Uns dias a gente ganha, e tem gente que a gente odeia.

A trilha mais essa capa super-elegante dá um feeling de "somos todos criminosos e enganamos uns aos outros, mas no fim eu me apaixono por ele e ele por mim e nós queremos deixar a vida do crime, mas um chefão quer nossa cabeça, mas é tudo muito engraçado, porque no fim, o amor prevalecerá". Bob Schneider, que abre o disco, tem uma voz excelente, bem fora-da-lei mesmo. Se ele quisesse roubar um banco, eu totalmente acreditaria que ele tem experiência no assunto.

10. Heavenly Creatures












Eu estou ciente que esse filme não é desconhecido, e que tem a Kate Winslet criancinha. O que me levou a comprar o CD foi a dica de uma amiga minha, que era mega-fã do filme. Não sei se ela ainda (é, Déa?), mas a trilha ficou, principalmente porque tem Mario Lanza. Por mais brega que ele seja, ele é o Mario Lanza. O Justin Timberlake da ópera.

E tem vários trechos de óperas do Puccini. Eu gosto de ópera. Adoro a palavra ópera. Ópera, ópera, opera, opêra, operá, pópara, e por aí vai. Ópera. Perdeu o sentido a palavra.

Se minha amiga ainda não tiver, dou o CD pra ela, que vai aproveitar bem mais do que eu. E eu já ripei.

15 de agosto de 2007

BlogMusik.net: lá, provavelmente, tem

Essa foi uma das melhores coisas que já me mostraram. O site BlogMusik.net tem milhares de músicas, funciona todo streamlineadinho, então é uber-rápido, é lindo e você pode guardar qualquer música nas suas playlists.

E dá pra postar as músicas que você encontra, como a trilha sonora do Cowboy Bebop. A primeira música, Tank!, é fenomenal.

free music

14 de agosto de 2007

Palavra do dia

Beowulf

As in "Wow! Imagine a beowulf cluster of those!"

13 de agosto de 2007

Uma pérola!

"Gênio você cuida das guloseimas; Bacana, traga algumas garotas; Chuchu e Espeto cuidem dos panfletos; Batatinha... segure isso pra mim." -- Manda-chuva.

Webcomics que eu gosto

Hoje, meu blog traz até você, leitor dileto e desocupado, uma seleção dos melhores webcomics da intahweb. Claro, os que eu acho melhores. Deixando claro pra mostrar que existe uma comunicação autêntica e que é sempre melhor usar a coluna da esquerda.


1. XKCD









Fácil o top 1 da minha lista. É normal você ter um amigo que não entende todas as tirinhas, porque elas são voltadas para um público nerd com sentimentos. Isso sim é long tail. Eu não entendo nenhuma das que trazem fórmulas ou teoremas matemáticos. Pra isso, eu tenho o Carlosa.
http://www.xkcd.com


2. Achewood














Difícil achar um quadrinho mais sem nexo. As histórias geralmente têm começo, meio e fim, mas você tem que topar um mindset em que o mundo real não existe, numa cidade chamada Achewood, onde vários animais vivem, dirigem carros e vivem na casa de um cara chamado Chris.

O romance do Phillipe com a Ultrapeanut é definitivamente o ponto alto até o momento. O Liebot dizendo para o Phillipe qual é a coisa mais triste é concorrente forte, também. Assim como The Great Outdoor Fight: 3 Days, 3 Acres, 3,000 Men.


3. Penny Arcade











Pra nerds, definitivamente, mas só para aqueles que conseguem ter um pouco de senso de humor. Aliás, um muito é bem melhor. Se seu colega não consegue acreditar que a maioria dos filmes baseados em quadrinhos realmente é uma bela porcaria, não mostre pra ele. Se sua namorada acha que videogame é uma perda de tempo, mostre pra ela. Se você nunca ouviu falar do Fruit Fucker, está perdendo seu tempo.
http://www.penny-arcade.com

12 de agosto de 2007

Review: Tegan & Sara


Banda: Tegan and Sara
Origem: Vancouver, Canadá
Disco que eu conheço: So Jealous, If It Was You e This Business of Art

Com o que parece:
A dupla lésbica Tatu, mas sem todo o contexto lésbico. E sem serem russas. E sem todo o techno. Na verdade, elas não se parece, a não ser por serem uma dupla.

Quote apropriada: Ser canadense é sempre tão legal no mundo musical.

Porque eu gosto:
É bem claro que as duas irmãs já sofreram pra caramba com relacionamentos, ou pelo menos que elas têm uma empatia absurda. Eu diria que 90% das músicas descrevem em detalhes cada relação cretina que eu já tive. Cretina porque fui deixada, cretina porque me apaixonei por outro, ou mesmo cretina porque era um tédio só. Os relacionamentos bons sempre combinam mais com Beatles.

"City Girl", do If It Was You, é bem no estilo "eu sei, eu tive chiliques pra tentar fazer você ficar, e eu sei que não funciona, mas enfim, o que eu vou fazer? Eu sou boa nos chiliques e não consigo evitar, então você foi embora". E minha favorita, "Living Room", eu descobri, é sobre stalkers. Mas tudo bem, eu já tive meu momento stalker, todo mundo já teve. Não?

No fim, eu gosto de sofrer assim meio sem sentido, pensando no que poderia ter sido e não é, ou no que eu gostaria que fosse e não tenho muito pique pra fazer acontecer. E trilha sonora pra sofrer é o que há. E pra sofrer por amor, poucas são melhores que as que elas fazem. Isso porque não é aquele sofrimento Bridget-Jones-All-By-Myself-taça-de-vinho. É um sofrimento bravo, de quem sabe que poderia dar jeito na situação se tomasse uma atitude. Eu não tomo atitudes, eu ouço Tegan & Sara.

Para ouvir: não tem mp3 disponível no site, mas tem o My Space http://www.myspace.com/teganandsara

11 de agosto de 2007

Reviews: Blessed Light



Banda: Blessed Light
Origem: região de Seattle, EUA
Disco que eu conheço: Love Lights the Way

Com o que parece:
Com uma fita 8-track que você acha em uma Belina velha que você comprou para atravessar o país

Quote apropriada: Os anos 70 não precisam terminar

Porque eu gosto:
Eu sou meio sucker por hippie music, embora eu não seja fã de hippies em geral. Sabe, eu gosto de tomar banho e de gente com cabelo bem cortado. Mas a música era muito boa na era em que os hippies eram reis.

As guitarras são melódicas, quase são acústicas. Os vocais de quase todas as músicas fazem você pensar numa daquelas cenas de road movie em que três amigos estão viajando para ajudar um quarto que está prestes a se casar com uma menina louca e cometer a maior besteira da vida dele. Aí eles param em postos no meio do deserto e deixam o rádio ligado, tocando Great Northern. Daí, o filme acaba com os quatro dentro do carro, dirigindo em direção ao pôr do sol. Simplesmente assim.

E as letras falam de corações partidos, um tema muito ao qual todo mundo pode se relacionar. Todo mundo já se ferrou e pensou "é isso, eu vou pegar a estrada e não voltar nunca mais. A vida aqui acabou pra mim, ele me largou.". É por isso que uma frase como "I'm not fast enough to outrun memories of her" (de Great Northern) é tão boa.

Para baixar: Great Northern mp3
Mais no site: http://www.millpondrecords.com/?pageID=37

9 de agosto de 2007

Define:whatever you like

A melhor função do Google é o Define.
Basta digitar define: e ele vai atrás da definição dessa coisa.

E, graças ao histórico de buscas, eu sei que eu não sabia o que eram:

Ansaphone
AWOL
Crumble
Manacles
Tarmac



Nem que minha vida dependesse disso eu conseguiria lembrar agora o que é o ansaphone. Mas, por outro lado, eu sei quem sabe a resposta.

O Define também é útil pra achar grafias de palavras em outros idiomas quando você está com preguiça de encontrar um dicionário. Eu adoro dicionários. Adoro ler verbetes e aprender coisas novas. Gosto muito de abrir o dicionário para achar uma palavra completamente nova. Uma que eu não faça idéia de qual é a raíz ou a quê ela poderia estar relacionada.

Achei uma: apupo. É sinônimo de vaia. Então, apupar é o mesmo que vaiar.

Não é fácil achar uma palavra completamente desconhecida. Geralmente os dicionários estão cheios de coisas que começam com "des" ou "en" ou "super", e aí você sabe o que o resto da palavra significa e compreende o que o termo quer dizer. Agora, com apupo a coisa muda de figura. Até onde eu sabia, nunca tinha apupado ninguém. Não importa se o significado é idiota e básico. Importa que, olhando pra palavra, você não dá nada por ela. Mas agora você já sabe:

Se for a um show do Bidê ou Balde, apupe.

8 de agosto de 2007

Reviews: Detektivbyran


Banda: Detektivbyrån
Origem: Gotemburgo, Suécia
Disco que eu conheço: Hemvägen EP (2006)

Com o que parece: A caixinha de música que a Amelie Poulain compraria

Quote apropriada: Ser sueco é poder fazer qualquer tipo de música sem pensar no amanhã.

Porque eu gosto: O tipo de música que esse trio faz, com acordeão, metalofone e bases eletrônicas, me faz duvidar que humanos compuseram e tocaram essas melodias. A impressão que dá é que a música simplesmente passou a existir quando alguém se sentiu feliz o suficiente. Ou então que uma banda de ursos pandas pegou instrumentos e saiu tocando, porque esse é o tipo de música que um panda faria. Não um humano. Quando eu ouço "E18", minha vida se transforma instantaneamente num filme.

Não consigo imaginar quantas animações pretensiosas francesas não disputariam a tapas a possibilidade de ter as músicas do
Detektivbyrån na trilha sonora. Pelo menos assim o público poderia dizer, depois de acordar, no fim da sessão, "pelo menos a trilha era boa".

Para baixar: http://www.detektivbyran.net/E18.mp3
Mais no site: http://www.detektivbyran.net

A minha, a sua, a nossa placa!

O André fez isso aqui e eu achei fenomenal.



Está aqui: PlacaSP.

Você pode criar uma placa de rua com o novo padrão usado em São Paulo. Fica bem bonitinho! Como eu sou da ZS, é azul com azul. Mas as combinações com cinza e verde são mais legais. Faça a sua!

E viu, sem vídeos!

Fim dos vídeos

Acabou. Foi um surto temporário.

Agora, uma divagação extremamente intelectualizada e contemporânea, em compasso com os mais recentes desenvolvimentos da sociedade e do pensamento niilista.

Por que, oh, por que, ninguém nunca está feliz?

Eu estou infeliz porque gostaria de um relacionamento sério.

Meus amigos são infelizes porque estão num relacionamento sério, mas gostariam de estar livres pra agarrar quem passasse na frente.

Meus gatos estão infelizes porque eu troquei a marca da ração.

Veja bem, a outra custava quase o dobro.

O que é preciso para que todos se dêem bem e para que todos possam ter o que querem sem irritar os outros, sem precisar encher o saco?

Meu primeiro impulso foi: não há uma distribuição justa de plástico-bolha no país. Claro, isso resolveria 85% do problema. Mas e os outros 15%?

Então me ocorreu. Era tão óbvio, mas eu não percebi antes. Estava na minha frente.

A televisão.

Se eu passasse todo o tempo que gostaria na frente da televisão, não teria tempo de me preocupar e ser infeliz. Nem de magoar pessoas ou ser obtusa, esquecer aniversários, coisas dessa ordem. Ninguém teria.


Agora, se ao menos eu conseguisse um meio de não ter que sair de casa e poder deixar a TV ligada no Scrubs o dia todo...

when harry met sally

E, conforme prometido, Harry e Sally.

"I love that you get cold when it's seventy-one degrees out. I love that it takes you an hour and a half to order a sandwich. I love that you get a little crinkle above your nose when you're lookin' at me like i'm nuts. I love that after I spend the day with you, I can still smell your perfume on my clothes. And I love that you are the last person I want to talk to before I go to sleep at night. And it's not because I'm lonely. And it's not because it's new year's eve. I came here tonight because when you realize you want to spend the rest of your life with somebody, you want the rest of your life to start as soon as possible."

7 de agosto de 2007

Mad About You opening

Eu sei que estou exagerando nos vídeos, mas é que eu estou pegando todas as coisas que realmente fazem sentido pra mim, que definiram minha vida de alguma maneira, e postando, pra não perder de vista.

Mad About You + Harry e Sally = relacionamento perfeito. Não saudável, mas perfeito.

O Show do Timmy

Um dos desenhos mais importantes dos últimos anos.
What you're talking about? Of course I'm a star, after all, we are all stars!

Scrubs - My T.C.W.

The only thing that gives me confort, you guys, while I'm at home, staring at the ceiling, wishing I had someone to talk to, is knowing that none of you idiots realize how lucky you are.

Trilha sonora: Rhett Miller - Come Around



Há tantas possibilidades no mundo

E a única que me ocorre é: change everything! now!