Problemas domésticos e nerdices

29 de outubro de 2007

Baile intergaláctico!

Baile Astronômico no Parque do Ibirapuera

Isso vai ser divertido. Preciso comprar uma roupa de Star Trek antes do dia!

Uma performance de astronautas, pessoas fantasiadas de robôs e de
Jedi, o baile reunirá os amantes e apreciadores dos temas correlatos à
Astronomia com o público em geral. A atividade estará tomada pelo Tema
Astronomia. Ao som de Star Wars, ET, Star Trek e 2001 – Uma Odisséia
no espaço, com direito a decoração interplanetária, os participantes
poderão interagir com públicos distintos, inclusive com profissionais
da área de Astrofísica. Dançarinos agitam a noite com muita alegria e
descontração. O baile Astronômico será no Dia 17 de Novembro e
acontece no Parque do Ibirapuera.

28 de outubro de 2007

Felicidade não é finalidade

"But I now thought that this end [one's happiness] was only to be attained by not making it the direct end. Those only are happy (I thought) who have their minds fixed on some object other than their own happiness[....] Aiming thus at something else, they find happiness along the way[....] Ask yourself whether you are happy, and you cease to be so." (p. 94) -- John Stuart Mill

in: Paradox of hedonism

Os vivos sempre trabalham com suposições. Você desce pro litoral supondo que não vai chover, compra mais pão do que pode comer no momento porque supõe que vai ter fome mais tarde, e assim, sucessivamente, até que a morte nos separe.

Eu, pessoa comum, trabalhei sempre com a suposição de que meu objetivo na Terra era ser feliz. Que tudo tinha que ser feito para colaborar com a busca da felicidade, que não digo eterna, porque a idéia toda é atingir a felicidade, não passar a vida procurando por ela. E, que uma vez atingido este objetivo, eu seria um ser iluminado, que estaria para sempre satisfeita com a vida, porque eu tinha felicidade.

A felicidade não é um extrato de planta que você pode guardar e beber quando dá sede. Não é um absoluto, não é palpável e, agora eu posso dizer com certeza, não é objetivo.

Trouxice a minha pensar que felicidade era algo que se alcançava, que se mantinha uma vez conseguido, e que era só achar. Mas você tem que concordar que parece ser isso. A publicidade te diz que é isso, a TV, toda essa pataquada. Difícil achar um comercial que não proponha entrar em contato com a felicidade simplesmente comprando um produto novo. Pode ser que alguns não proponham a felicidade-produto, mas certamente propõe a felicidade-agora-com-nove-vitaminas-e-ferro.

Sempre tem alguém por perto que vê quando você está tentando loucamente conseguir algo que não depende só de você (como um namorado ou a iluminação espiritual) e diz "se você parar de tentar, vai conseguir". Quer dizer então que para poder ter, não posso querer? Douglas Adams já tinha dito isso, no terceiro livro do Mochileiro das Galáxias. Se você quer voar, não pode pensar no objetivo, tem que se deixar levar. Quando você efetivamente se dá conta de que está voando, você vai. Quando você analisa se é feliz, você deixa de ser. Ou é isso que o John Stuart Mill quer que eu acredite.

É realmente um paradoxo. Para ser feliz eu não posso querer ser feliz. Ou não posso tentar. E se eu seguir um caminho qualquer sem mirar, estranhamente, eu vou atingir a felicidade. Está a um passo de ser um Ardil 22.

Mas voltando à minha história de fé e coragem: eu sempre achei que ser feliz era finalidade, era a razão de tudo, era a única utilidade de se estar vivo. E, olhem só, não é.

Isso porque felicidade é algo que não é absoluto, é algo relativo. O que é ser feliz pra você? Pra mim eu não sei bem. É ver a Lua gigante lá fora, isso é bem feliz. Mas não é a felicidade absoluta que eu achava que um dia ia achar. E, quando você pára de se cobrar por não ter atingido ainda essa felicidade absoluta, a vida fica bem mais vivível. Pra mim, o caminho da felicidade é me divertir, rir, me apaixonar e aprender muitas coisas. Pra outra pessoa, pode ser comer um pedaço de cada panettone já produzido no mundo, ou pisar em terra em cada um dos continentes. Como já dizia a Aimee Mann, "I don't understand, I guess it takes all kinds...".

Eu parei de me cobrar pela minha felicidade absoluta, empírica. Parei também de cobrar a vida por não me deixar encontrar essa idéia de jerico que eu inventei. Agora, eu sou zen. A felicidade não é um prato de coxinhas, que eu posso tocar, mas um prato de coxinhas está carregado de felicidade.


Importante: fui procurar uma fotinho pra ilustrar esse post de auto-ajuda genérica (no fim, coloquei algo ainda mais genérico, o kanji de felicidade) e o resultado foi catastrófico. A gente vive num mundo de Power Point. Em alguns meses, todas as reuniões de trabalho vão mostrar um Power Point com paisagens e frases bregas e sem nexo atribuídas ao Arnaldo Jabor. Como se ele se importasse com a amizade, a alegria e a lágrima.

23 de outubro de 2007

Laurinha muda de idéia e a Fitinha do Bonfim

Todos os dias eu mudo de idéia. Eu mudo de idéia porque eu sempre penso de novo sobre tudo. Eu estava pensando essa semana sobre um tema que eu queria desenvolver em um mestrado ou doutorado, e eu mudei de idéia sobre um aspecto específico, depois de ouvir algo que um amigo meu falou.

Eu penso o tempo todo sobre as coisas que me afligem. Ou melhor, sobre as coisas que me acontecem, e sobre as que eu quero que aconteçam e como vou fazer pra que elas sejam. Então, na segunda-feira eu tava pensando de um certo modo sobre um aspecto x da minha vida. Hoje eu mudei de idéia, principalmente porque eu pensei quais eram minhas prioridades na vida, e também porque uma amiga minha deu uns conselhos essenciais. Sem o que ela me disse, eu estaria ainda pensando em outra direção.

E tem outra ainda. Eu cheguei à conclusão de que minha fitinha do Bonfim sabe o que está fazendo. Eu coloquei ela no pulso quando um amigo voltou da Bahia, me trouxe ela. Fiz os pedidos de praxe; eu sempre peço o mesmo. Eu tinha o péssimo costume de ficar desgastando a fitinha, querendo que os desejos se realizassem logo. Isso porque eu achava sempre que quando ela cai, a festa começa.
Só que desta vez eu comecei a pensar: como funciona uma fita do Senhor do Bonfim? Será que no momento em que ela se destroça e cai o pedido se realiza ou ele vai se encaminhando para a realização enquanto a fitinha vai se desgastando?

Se a resposta for a opção 1, obviamente eu deveria ter tudo que pedi no momento em que ela desmancha. Mas o espaço pra trapaça é muito grande. Então, eu mais uma vez mudei e idéia, e resolvi acreditar que ela vai trabalhando seus caminhos misteriosos da fé e da indústria da lembrancinha enquanto o tempo passa. No dia em que ela naturalmente cair, é o dia em que meus desejos já estarão todos realizados e ela pode finalmente seguir seu ciclo natural de vida.

Com isso, eu percebi que ela desgastou rapidinho. Fé é punk. Ela continua aqui, mas é engraçado como o universo tem seu jeito de corrigir o curso, como disse o Desmond no "Lost". Ela está desgastando muito mais rápido do que em qualquer das outras vezes e cada vez mais as coisas vão melhorando. Dúvidas, angústias, preocupações e afins sempre existem, mas as coisas estão sempre melhorando. E a fitinha se desfazendo.

E foi há cerca de três semanas que a fitinha parou de desgastar e eu já não notei nenhum novo estrago nela.

Fiquei pensando comigo "que saco, acho que toda fitinha chega num ponto em que não cai nunca, e toda essa história de desejos é uma balela". Mas, como eu disse antes, a fitinha está fazendo seu trabalho.

Eu comecei a pensar "que catso, não vou realizar nenhum dos desejos, caramba, que vidinha, por que eu? se nem a fitinha do Bonfim quer me ajudar"... quando me dei conta. Pimba! Um tijolinho de epifania se fez e acertou-me bem onde estão os pontos da cirurgia. Faz três semanas e pouco que meu caminho bifurcou e eu não sei pra qual estrada ir. Brega, eu sei.

Mas foi isso. Eu me dei conta de que o que eu tinha desejado estava completamente, totalmente, irremediavelmente ligado ao que eu tinha que decidir. E eu ficava lá sem definir porcaria nenhuma. Claro que ela não ia se gastar por nada. Principalmente se não ia realizar o que eu pedi.

Não dá pra dizer que eu decidi 100% qual dos caminhos seguir, mas a verdade é que pelo menos eu sei que a fitinha do Bonfim não ia me sacanear, e que esse é o jeito dela de dizer:

TE VIRA, O FUTURO É SEU, EU SÓ TOU AQUI SUPERVISIONANDO!


Vou ter que lavar uma escadaria em Salvador, depois dessa epifania.

22 de outubro de 2007

I cannot condone a course of action that will lead us to boredom

O bom de morar sozinha é poder fazer o que você quiser, da maneira que quiser, sempre que quiser, sem precisar negociar nada. E a negociação pode ser até fácil e rápida, mas é existente, sempre, quando você mora com alguém. Seja amigo, colega, namorado, etc. Só se salvam os gatos, que não se importam com o que você faz. Até os cachorros precisam ser levados em conta.

Mas o lado não tão bom é a solidão. Você chega em casa, ninguém está. Você sai de casa, ninguém dá tchau. Você vai cozinhar, é só pra você. Você vê um filme, ninguém ri junto.

Claro, você sempre pode chamar um amigo, mas não é a mesma coisa. Os amigos eventualmente se levantam e dizem que está tarde e que precisam ir embora. Ou então vão ficando mesmo após você ter perdido a vontade de ter companhia, e você precisa continuar entretendo a pessoa, já que ela não mora com você. Não que dividir apartamento ou ser casada seja fantástico, mas é fato que, se você quer companhia, fica mais fácil. E se você estiver num momento quieto, é só falar. Pelo menos é assim que deveria funcionar.

Eu gosto de morar sozinha, mas tá começando a cansar. Queria alguém pra ver TV comigo.

16 de outubro de 2007

Think Pink!


Um dos melhores filmes de todos os tempos é "Cinderela em Paris" (Funny Face, 1958). Audrey Hepburn se fazendo de beatnik e Fred Astaire se achando o rei da foto de moda.

Eu nunca entendia a fascinação com a moda, achava uma coisa tão ridícula. Eu sempre gostei do filme pela ótima da personagem da Audrey Hepburn, de que valia fazer o esquema da moda para conseguir atingir um objetivo. E que ela era uma grande trouxa por aceitar continuar sendo modelo só para ficar perto do Fred Astaire.

Hoje eu já acho diferente.

Claro que acho que ninguém devia perder seu tempo pensando em moda no brainless way que as revistas de moda fazem. Não digo que ficar a par das tendências tem importância, nem que ter os sapatos do momento é crucial. Mas a moda é um jeito tão sagaz de analisar a personalidade e a cultura, tanto de uma pessoa como de um grupo, tribo, povo, região, or what have you.

A roupa não é um supérfluo. A roupa é obrigatória para praticamente todo e qualquer pedacinho de sociedade moderna que você imaginar. Com raras exceções indígenas (aquelas que ainda não foram contaminadas pelo "homem branco"), todos precisam de roupas. Seja um pouquinho só, como nas praias do Rio, ou em camadas, como nas montanhas da Lapônia.

Um item obrigatório para a sobrevivência está carregado de significado, mesmo quando a primeira percepção é de total descaso com aquele item. Mesmo que para um indivíduo aquela vestimenta não tenha significado especial, ela representa tradições, intenções, percepções e costumes de tudo que o cerca. Você não sai de pijama para ir à padaria, mas seu vizinho sai. Você não sai de casa sem um salto médio, para uma festa, enquanto a prima do seu melhor amigo prefere sapatilhas. Tudo está cheio de significados que vão bem além do que a In Style ou a Capricho sugerem.

A moda como representação de uma personalidade ou de um contexto cultural é tão rica, tão absurdamente esclarecedora, que pra mim ficou impossível não achar a moda algo tão fascinante.

Eu gosto de cortes de vestido e sobretudos inovadores, e de belas cores de cetim. Gosto de sapatos da Sarah Chofakian que eu nunca vou ter porque não acho correto gastar R$ 500 num scarpin. Gosto de ler Vogue, que tem 50% de conteúdo mais fútil que o da Estilo, e o resto são belas fotos excelentemente bem produzidas e matérias sobre a história da moda. Mas o melhor mesmo é pensar nas coisas que o ato de vestir provoca nas pessoas, no que a moda significa.

E, voltando a "Cinderela em Paris", eu ando pensando muito nesse filme porque eu me sinto vagamente como a Audrey Hepburn. Eu sempre fui a traça dos livros, que só gostava de ler, odiava cor-de-rosa e não ligava pras roupas, desde que fossem confortáveis. Agora eu gosto de me vestir, e acho até que exagero no que absorvo da Vogue. E topo sofrer um pouco num salto se ele me fizer sentir melhor sobre a minha silhueta. E, diferente da Audrey Hepburn, que mudou porque é uma doida apaixonada, eu mudei porque descobri algo na moda para se respeitar.

10 de outubro de 2007

Redescoberta

Quando eu seguia essa carreira mágica de jornalista de Internet, meu nome estava no Google facinho. Claro, quando você assina artigos constantemente, você tá sujeita ao crawleamento dos sites de busca.

Eu também tive uma época de blogueira com following, numa época em que blog ainda era algo com glamour e sem ganhar dinheiro postando sobre a Vanessa Hudgens ou disponibilizando CDs pra download. Ah, a época dos blogs com conteúdo! Tempos áureos.

Ou não. Praticamente todo o conteúdo era lixo.

Mas enfim, com isso, meu nome ficou gravado na web pra sempre. E embora já exista até uma maldita loja de sapatos bregas com meu nome, eu ainda ganho no quesito quantidade de links. Há!

O melhor não foi encontrar os links pelos quais eu sou culpada, mas sim os links que estão relacionados comigo mas dos quais eu nem sabia.

Por exemplo: alguém gostou de um conto meu.

A Secretaria de Turismo de Sergipe noticiou a notícia que seria publicada.

Outra pessoa falou coisas adoráveis sobre um post do meu antigo blog, o Sakura no Hana.

Já essa pessoa acha que eu sou anti-semita. (Dá um Ctrl+F por Laura Prado, é mais fácil)

A Polícia de Goiás gostou da minha explicação sobre O Dia das Mães.


Além disso, você sempre pode achar um sem número de entries enciclopédicas sobre seriados, filmes, etc, no Almaque da Folha Online; reportagens para crianças na Folhinha Online; e turismo no Especial de Verão de 2003... Ah, o verão de 2003!

Depois de tudo isso, só tem uma coisa que eu posso dizer: eu me acho. E você também pode me achar na web, mas eu já mastiguei tudinho pra você, querido leitor.

1 de outubro de 2007

Foto do ano!!!



Que família linda! Esse foi o casamento do ano!