Problemas domésticos e nerdices

28 de novembro de 2007

Heeeeeey!

Hey Hey Hey!
Yeah baby yeah!
I turn the music on
Now now now!

Hey baby hey!
Hey baby hell!
Oh hell!

Great baby!
Do it!
Let's dance the whole night through!

Hey Hey Ho!
Dance dance dance
Let's go!

27 de novembro de 2007

Friends of Mine - Of Montreal


A versão original é também adorável, do Zombies, mas a versão do Of Montreal estava tocando. Faz anos que eu não ouvia TUDO do Of Montreal de uma vez, e quando você reouve as coisas descobre mil coisas que antes não estavam lá.

Essa música, por exemplo, eu lembro bem a história dela. O melhor site de música que existiu certa época, o Audiogalaxy, fazia artigos temáticos: músicas sobre natal, músicas sobre sexo, músicas sobre tudo. E um dos artigos era de músicas sobre amizade. E eu achei muito simpático o colunista contando como os Zombies usaram nomes de casais de amigos reais no refrão da música. Por isso, resolvi ouvir. Que o Of Montreal tenha regravado é só the cherry in the ice cream. Principalmente porque na versão do OM tem DUAS Lauras no refrão.

Mas a razão pela qual eu resolvi escrever é outra. Essa música suscita um fenômeno muito comum na minha visão de vida: músicas que dizem o que eu espero que terceiros me digam, ou pensem sobre mim.

Eu penso demais, é fato, e por isso, eu penso também no que os outros estão pensando que eu estou pensando, ou então em como a minha existência afeta a vida dos outros. Não dizendo que eu sou crucial pra todo mundo, mas ninguém pode negar que toda e qualquer pessoa interfere de alguma maneira na vida dos outros. E eu sempre fico me perguntando sobre o meu papel na vida dos outros, quão grande, quão pequeno, quão especificamente localizado ou quão vastamente essencial. Nunca chego a conclusões, mas eu perco meu tempo pensando. Do mesmo modo como perco meu tempo analisando com que idade e experiência seria melhor se começar um curso de nível superior. É um passatempo.

Agora, lendo este trecho:

When we're all in a crowd
And you catch her eye
And then you both smile
I feel so good inside
And when I'm with her
She talks about you
The things that you say
The things that you do

It feels so good to know two people
So in love...
So in love...


Temos aqui três personagens: o protagonista (o amigo), o cara apaixonado (por mim) e a menina (eu). Então, disso temos: minha relação tão adorável e feliz com outrém faz a vida de um amigo nosso melhor. Inegável que fazer alguém mais feliz também me faz mais feliz e com isso, desencadeia-se uma rede de felicidade que nos remete ao grande bordão "eu te amo e você é lindo!". Todos deveriam ser felizes e ficar felizes por conhecer pessoas que são felizes. Eu me sinto um pouco mais feliz cada vez que alguém que eu aprecio consegue algo bom, melhora sua vida de alguma maneira. Ter gente feliz em volta inevitavelmente vai fazer de você uma pessoa mais feliz. A não ser que você seja o Grinch ou o Tio Scrooge.

E nada melhor para coroar uma espiral mundial de felicidade mútua do que músicas do Of Montreal.

Just Recently Lost Something of Importance

Essa música, caramba, eu nunca tinha lido a letra. As músicas certas têm um jeito de aparecerem na sua vida quando elas significam algo. Eu já ouvi essa algumas vezes, por ser parte de um disco que eu adoro, mas nunca tinha parado pra realmente ouvir. E quando você ouve, você percebe. É bem melodramática, mas tem alguns sentimentos muito claros, que eu vou assinalar em negrito:

Look who's talking to their shadow like one who hasn't got a friend
Like somebody with a broken heart that is never gonna mend

Look who's walking through the night in the rain like one who's under a spell
Like somebody with a lot on their mind, but no one to tell

Everyone you see seems so happy and carefree
They've found someone to love, but you are alone

Look who's flipping through the photographs of those happier days
Only losing something beautiful could make a person feel this way

Everyone you see seems so happy and carefree
They've found someone to love, but you are alone

Look who's talking to their shadow like one who hasn't got a friend
Like somebody with a broken heart that is never gonna mend...

Embora eu não just recently lost something of importance, dá pra reconhecer sentimentos recorrentes nesses dois trechos assinalados. Não são coisas chororó (embora o resto da música seja muito), são constatações honestas de como você se sente às vezes. Como eu me sinto às vezes. Essa parte de ter um monte de coisas na cabeça e ninguém pra contar é crucial. Às vezes, num fim de semana, tudo que falta é alguém a quem contar.

E não me venham os casados dizer que "meu, você não sabe a sorte que você tem por ter sua casa só pra você, seus pensamentos só pra você". Ninguém nunca está feliz com o que tem, então é a mesma reclamação que eu faço, mas backwards.

24 de novembro de 2007

Aventuras da Lapônia

Estou publicando aos poucos minhas histórias da Lapônia no Google Docs, porque são longas demais pra incluir aqui no bloguesco. Quem estiver no pique de ler, está em http://docs.google.com/View?docID=dgj7mr9s_19cds5bv&revision=_latest

Comentários são sempre bem vindos. Ainda estou no quarto dia de viagem e são 13. Mas eu vou digitando aos poucos.

Quem sabe isso não me dá pique de digitar outras aventuras, como a da Austrália e a da Grécia?

Review: A Girl Called Eddy


Banda: A Girl Called Eddy

Origem: NJ, EUA, mas morando na Inglaterra

Disco que eu conheço: A Girl Called Eddy (é o único até agora, também)

Com o que parece: A Aimee Mann quando está menos irritada com a vida e mais deprimida.

Quote apropriada: Se você não está feliz, cante. Se você está feliz, cante também.

Porque eu gosto: Já gostava de Aimee Mann, e li sobre a Erin Moran, que é a garota chamada Eddy, no meu blog de música favorito (3Hive), mas lá nada dizia que ela era uma Aimee Mann #2. Peguei uma música, Long Goodbye, que estava disponível pra download, e não achei nada especial. Daí peguei uma segunda música, Golden, e pronto. Já era. Estava pensando em como as músicas dela traduziam exatamente meus sentimentos.

Isso faz uns dois anos e something. Na semana passada eu redescobri a cantora, quando peguei o disco inteiro para ouvir e descobri que é excelente. Tem a voz da Aimee Mann, e um estilo que até poderia ser parecido, mas ela tem uma vibração menos "life sucks big times and I'm gonna kill you all" e mais "life sucks, oh my, what do I do now without you?". Minha cara.

Som excelente para curtir quando você está em casa com uma taça de Merlot e sua TV pifou. Você não consegue deixar de pensar que é sábado à noite e você está em casa e todo mundo está do lado de fora, sendo feliz. E A Girl Called Eddy está tocando no fundo, melosamente dizendo:

"'Cause tonight I know why I'm here
I don't need to lose you to know
That It's already golden"

Para ouvir: Vai no MySpace dela! http://www.myspace.com/agirlcallededdy

19 de novembro de 2007

Amanhã é feriado...

Amanhã é feriado aqui em São Paulo e, por isso, eu só queria dizer...

EU AMO SÃO PAULO!

A piada do ano

Um dia quiseram ver quem era o melhor: McGyver, Jack Bauer, ou Cap. Nascimento.


Chegaram pro McGyver e falaram: A gente soltou um coelho nessa floresta. Encontre mais rápido que os outros e você será considerado o melhor!
McGyver pegou uma moeda de 5 centavos no chão, um graveto e uma pedra e entrou na floresta. Demorou 2 dias pra construir um detector de coelhos em floresta e voltou no 3o dia com o coelho.

Daí chegaram pro Jack Bauer e falaram a mesma coisa. Ele entrou correndo na floresta e 24 horas depois apareceu com o coelho. Pediu desculpas porque teve que desarmar 5 bombas nucleares, recuperar 15 armas químicas, escapar de um navio cargueiro que ia pra China e matar 100 terroristas pra chegar até o coelho.

Daí pediram para o Capitão Nascimento ir buscar o coelho. Se ele demorasse menos de 24 horas ele seria o melhor. No que ele respondeu:


- Tá de sacanagem comigo, 05? Cê tá de sacanagem comigo?
Você acha que eu tenho um dia inteiro pra perder com essa porra de brincadeira, 05?
Tu é mo-le-que! MO-LE-QUE, 05!!! Virou-se calmamente para a floresta e gritou:

- Pede pra sair!!! Pede pra sair, cambada!!!

Em menos de 5 segundos, já tinham saido da floresta: 300 coelhos, 20 jaguatiricas, 50 jacarés, 1000 paca-tatu-cotia-não, o Shrek e o monstro fumaça do Lost.

Aí vem o 05 falar pro Capitão:

- 01, tem gente com medinho de sair da floresta, 01!

- Ahh, tem gente com medinho né. 07, traz a 12!

O Bin laden saiu da floresta correndo!!!

Fim

17 de novembro de 2007

Desenhos antigos meus


Eu fiz outra tirinha, mas ainda não terminei, só vou fazer isso na segunda, porque estou de folga! Hoje tem aula.

Mas eu, em me mudando para o Ubuntu, estou redescobrindo muitas fotos e músicas no computador, porque tive que abri-los em outros programas, achar pastas, etc. Enfim, achei vários desenhos antigos, e nessas de desenhar as tirinhas, resolvi colocar no Flickr alguns dos desenhos antigos.

Esse ao lado era pra ser o logo da empresa que eu e uma amiga íamos montar. Nunca saiu do papel, mas ficou bem fofo, não?

Se você quiser ver os outros, é só ir no Set de desenhos no Flickr!

Ainda não sei onde coloquei os desenhos das pessoas da banda, que usamos no último disco, mas assim que eu achar, eu coloco lá também.

14 de novembro de 2007

Os Óculos da Sorte

Eu agora tenho que usar óculos full time. Não mais só para ler no computador ou afins. Isso porque meu grau aumentou horrores e não dá mais pra não andar com ele na rua.


O pior foi a saída do oftalmo. Ele disse "use o tempo todo", me deu a receita pra nova lente e eu saí. Foi automático. Passei pela porta do consultório e guardei os óculos. Na minha cabeça eles são só pra ler. Parei no hall do elevador e aí eu ouço "Cadê seus óculos?". Olho pro lado e era o oftalmo. Coloquei rapidinho, dei um sorriso e quando o elevador chegou, tropecei achando que a porta estava um centímetro mais pro lado. Desci a escada na frente do prédio segurando no corrimão, porque o chão não estava onde deveria.

É difícil acostumar com essa moldura na visão. O tempo todo eu percebo a existência desse aro vermelho em volta do que eu estou vendo, não sei se devo olhar por baixo dele ou por cima, em algumas ocasiões. Lembro sempre de um documentário, "Olhos - Janela da Alma", em que falam sobre visão, em todos os sentidos metafísicos. Daí perguntam pro Saramago, logo pro Saramago, como é a visão, o que é a visão. E ele fala sobre os óculos dele serem delimitadores do campo visual, que colocam as coisas em foco, mostram pra ele onde olhar, como nas marcações do visor de uma câmera, e que ele não quer ver nada sem o auxílio deles. Mas, claro, se eu tivesse um óculos daquele tamanho, nem perceberia os limites da lente.

Também não sei se devo usar os óculos quando vou ao banheiro, quando como. Comer de óculos é complicado: se a comida for quente, embaça a lente. Se for sopa, espirra na lente. E no banheiro, faz diferença se eu faço xixi de óculos? Não tem muito que eu precise ver. Eu poderia ir no banheiro na total escuridão, até onde me consta.


Eu já mandei fazer uma armação mais leve e que não escorregue o tempo todo do rosto. Essa que eu tenho é armação de balada. Serve pra ficar no rosto por um tempo, mas se meu dia envolver qualquer movimentação numa escala mais intensa do que ir buscar um café, o óculos vai parar na ponta do nariz.



Essa é a primeira parte de um episódio de The Critic, o melhor desenho já criado. Nesse episódio, o filho do Jay, o crítico, se apaixona por uma garotinha cubana. Mas ela decide voltar para Cuba e ele vai atrás dela. Ele tem 10 anos, só pra constar. O presente que ele dá pra ela e que ganha a menina de vez são aquelas borrachinhas que todo óculos normal têm e que mantém o dito no lugar certo, sem escorregar do nariz. Os óculos em Cuba não tinham isso, percebam. As outras duas partes do episódio estão nos vídeos relacionados. The Critic é sensacional.

A moral da história é que realmente é impossível conviver com um óculos que não gruda bem no nariz, e esse aqui, por mais lindo que seja, não gruda. A outra moral é que eu também me apaixonaria por alguém que fizesse algo tão vital por mim como encontrar um método de manter meus óculos no lugar onde eles devem ficar.

Quadrinhos: Perguntas que eu me faço

Mais uma da série. Espero que os gatos me perdoem.



Hoje eu estava com ainda menos paciência pra limpar o traço. E agora que eu sei que o scanner pega qualquer traço de lápis, nunca mais passo a caneta.
Deu muito trabalho fazer o corpo no 3o quadrinho. E ainda acho que não tem a expressão de franco desespero que eu sinto quando os gatos começam a brigar pela casa.

13 de novembro de 2007

Quadrinhos que eu fiz

Não tem nome, mas são perguntas que eu me faço.


12 de novembro de 2007

As 100 Músicas que já definiram minha vida

Eu comecei a escrever pensando "uau, certamente posso fazer uma lista de 100 músicas que passaram pela minha vida". Mas aí eu pensei de novo e cheguei à conclusão de que essas 100 músicas vão eventualmente ser 150, se já não forem 230. Assim, eu decidir ir fazendo a lista ao longo da vida, porque a vida é longa, mas demasiado curta para ficar digitando por muito tempo. Eu tenho gatos pra brincar e coisas pra costurar. E, claro, Star Trek pra assistir.

E como essa lista está longe de ser completa, em vez de rankear, vou separar por temas, porque eu posso retomar os temas no futuro.

Tema de hoje:
EU ESTOU PENSANDO EM VOCÊ, VOCÊ ESTÁ PENSANDO EM MIM?

The Wildest Times of the World - Vonda Shepard: eu assistia pouco Ally McBeal, mas adorava as músicas. E essa em especial é crucial para momentos "baby are you really mine?".


Esse é o Living in a Box!
Room in Your Heart - Living in a Box: Por muitos anos eu não tive certeza de qual é o nome da banda e qual o da música. O primeiro é a música. Living in a Box é um nome extremamente ridículo para uma banda. Mas essa música é muito quase-broken heart, mas ainda há esperança. Porque, afinal, nada é mais desperate que:


"The door is open wide is anybody there?
I know this must be the room in your heart"



I Try - Macy Gray
: Essa define todo o sentimento. "We should be together, baby. But we're not." Você está lá, com a galera, se divertindo, fingindo que não percebe que ele está ali na outra ponta da mesa, fingindo que não está deseeeesperada pra ir lá falar só com ele, e pensando com você mesma "será que ele também está pensando isso?". Ele está. Mas não vai te falar e você pode ficar pelo menos imaginando a trilha sonora. "I try to say goodbye and I choke, try to walk away and I tumble, thought I try to hide, it's clear, my world crumbles when you are not near".

I Can Hear the Bells - Nikki Blonsky: Recém-saída da versão 2 do Hairspray, baseada no musical. Nada mais "are you feeling what I'm feeling" do que estar passada depois dele esbarrar em você. Um sentimento universal.


A Cyndi Lauper dirigiu a noite toda.
I Drove All Night - Roy Orbison: Essa faz mais sentido na versão da Cyndi Lauper, na verdade, a sensação de urgência é muito maior. Mas essa já supõe que a pergunta inicial foi respondida. Sim, ele está pensando em você e não vai achar uma super-invasão de privacidade e uma falha na segurança do condomínio quando você aparecer no quarto dele no meio da noite, sem ser convidada ou anunciada.



Se Enamora - Balão Mágico: Não podia faltar este clássico. Dá pra ser mais platônico do que isso?

"Quando você chega na classe
Nem sabe
Quanta diferença que faz
E às vezes
Faço que não vejo e não ligo
E finjo, ser distraída demais"
É pura poesia! Essa música me traz lágrimas nos olhos, sempre. O amor é uma coisa linda, né gente? Magia total.

Agora dá licença que eu vou ali chorar um pouquinho.

11 de novembro de 2007

Um novo disco?

Comecei a escrever algumas músicas e, quem sabe, teremos um novo disco de Esmeé Farqhar para o ano que vem? Dessa vez, sem músicas de natal. Meu estoque de rimas de Noel e Natal já acabou.

Essa banda é mesmo um estouro!

9 de novembro de 2007

Tente isso em casa

Primeiro, só queria compartilhar que agora eu estou usando só Linux! Passei por cima da partição do Windows com um tratorzinho chamado Ubuntu. E não tive mais problemas deste então. Antes eu estava que não conseguia abrir o browser e o Music IP ao mesmo tempo. Inviável.

Agora tudo flui.

Mas voltando no tempo, eu passei muitas horas aqui na frente do computador recentemente, só fazendo backup num HD externo, tentando fazer o Windows entender que eu TINHA um HD externo plugado (PQP!) e, finalmente, instalando o Ubuntu. Eu já usei o SuSe e o Slackware antes, mas o Ubuntu é muito mais fofo. Embora os ícones do SuSe fossem adoráveis por causa da iguaninha.

Anyway, voltando, eu estive na frente do computador pra caramba, em casa. Não que eu já não faça isso regularmente, mas essa semana foi especial. Daí que, por conta disso, de ter que ficar várias horas vendo uma barra de progresso acontecer, eu me dei conta de que não gostava da mesa do computador. É uma dessas mesas estilo dormitório Bartira, que tem maleiro no topo, mesa no meio com prateleirinhas e espaço pra CPU do lado direito. Mas é de ótima qualidade, porque eu tenho desde 1998, acho, e tá aqui, firme e forte. Mas é feia.

Pensei "droga, eu me esforço tanto pra ter uma casa que eu gosto e o móvel onde eu passo mais tempo é feio.", daí eu também pensei em como eu não queria gastar mais dinheiro em decoração, porque já gastei mais do que devia deixando essa casa habitável. E também, eu já tinha me decidido que daqui pra frente eu iria tentar decorar usando coisas que tivessem significado pra mim: lembranças de uma viagem, meus bichinhos de pelúcia, tecidos. Porra, eu sou a rainha de guardar tranqueira, não é possível que não tivesse com quê decorar.

A idéia eu tirei da casa-escola do meu professor de yoga, que nas paredes tem dezenas de coisinhas que ele e a mulher dele trouxeram. Tem desde quadrinhos da Índia (eles amam a Índia, mas não têm site, senão eu colocava o link) até a hélice do avião que o pai dela pilotou. Isso sim é decoração, não comprar enfeites da Tok & Stok.

Não sabia o que fazer, mas queria fazer algo. Colar fotos, sei lá. Mas aí me deu um estalo mágico: eu adoro música, adoro letras de música. Aí eu comecei a escrever letras de músicas loucamente em todos os cantos da mesa. O resultado você pode ver nas fotos. E todos os dias, quando eu ouço um trecho que eu gosto, eu escrevo.


Dou um doce pra quem identificar três músicas!

E, no fim, ficou mais pessoal e me deixa mais feliz do que um quadro de um porquinho abóbora comprado na Etna conseguiria.

Às vezes eu escrevo o trecho errado, erro na ordem das palavras, mas o sentido ainda funciona. Não gosto de fazer isso porque é poesia, funciona de uma certa forma. Do contrário, é só uma frase.

Algumas das coisas que eu já anotei e você pode ver na foto:

"I am just a soul whose intentions are good" - Santa Esmeralda

"Rasque as minhas cartas e não me procure mais" - Leno e Lillian


Eu sou muito seletiva com as coisas que eu escrevo. Pra mim, todas têm significado. Mas eu entendo que podem parecer sem sentido.

2 de novembro de 2007

Starfleet Command is calling ou Sociologia de Almanaque Por Trás dos Uniformes Femininos de Star Trek

Quero muito um uniforme do Star Trek, para as festas à fantasia. Tava vendo no site da USS (http://www.ussbrazil.com) que eles têm uniformes da série original, de Nova Geração e de Voyager.

Cadê uniforme de Enterprise?? Aquele macacão é bacanérrimo.

E você vê a diferença na figura da mulher ao longo das décadas. No original, de 66, a Uhura usava um vestidinho mini rodadinho. Uma roupa totalmente adequada à missão da Enterprise, claro. Você espera que cientistas uniformizados e militarizados usem roupas condizentes. Pelo menos uma saia-lápis até o joelho, vá lá.

Mas se você pensar que o capitão Kirk estava sempre correndo atrás de alguma alienígena humanóide, então você se lembra que os anos 60 foram uma loucura e c'est la vie.



Daí você vê os uniformes de Nova Geração, end of the 80s, comecinho dos 90s. Na indecisão comum da virada de século, algumas mulheres usavam mega decotes e outras um uniforminho básico. Claro que as de decote eram sempre as novinhas.

Já em Deep Space Nine e Voyager a coisa era um pouco diferente: DS9 regularizou a situação, colocando todos com o mesmo tipo de uniforme, mesmo tipo de gola, nada de sainhas, nada de frangagem. E em Voyager, a presença de uma capitã, primeira vez na televisão brasileira, não permitia você sair mostrando as mulheres seminuas. Mas, claro, você pode pegar uma ex-borg e colocar numa roupa prateada colante, porque afinal ela era borg até a semana passada. Esse conceito de sexualidade pra ela é novidade.

E, por fim, você tem Enterprise, nos anos 2000, quando sexo é tudo e sede é nada. Parece que realmente a gente vive num momento de cabeça-oquice incrível. A única neura que existe é a de não tomar um processo. E nesse você tem os dois lados da moeda: a Hoshi usa o uniforme da galera, é boazinha, se apaixona pelo Phlox, e tem bom coração, e a T'Pol é tão lógica que irrita, vulcanicamente imersa no trabalho dela e na supressão dos sentimentos, mas usa um uniforme tão colado que poderia ser pintado no corpo dela e teria o mesmo efeito, e decotes que tem a mesma profundidade do espaço sideral. Mas tudo bem, eu também queria um uniforme da T'Pol da quarta temporada. Ego é tudo.