Problemas domésticos e nerdices

30 de março de 2009

Agonias mesquinhas do dia-a-dia

É incrível como pequenas coisas podem nos deixar malucos.

Há dois dias o celular do vizinho estava me incomodando. Toda hora, toda hora, barulho de mensagem. Ele deve ter comprado um celular novo, é o que eu pensei, porque eu nunca tinha ouvido esse barulho antes. Bem o barulho genérico de mensagem da Nokia.

No começo eu até achei que fosse o meu, e saía pela casa procurando o maldito. O barulhinho de mensagem do meu celular é mega-personalizado, então eu ficava achando q devia ser mensagem de operadora me oferecendo um pacote fantástico de qualquer coisa que eu não preciso.

Analisei atentamente todas as configurações do celular pra ter certeza que o problema não era comigo. Não seria a primeira vez, então não estava furiosa.

Quando me dei conta que o barulho não era o meu próprio celular, comecei a desconfiar do vizinho. Afinal, daqui do nono andar não tem muito que se possa ouvir. E o barulho lá, me deixando louca. *Plim-plim*.

Ontem à noite, eu estava sentada no computador e ouvi de novo. Fiquei pensando que não era possível. Eu nunca ouço nem um passo de nenhum dos vizinhos, de nenhum lado (valeu, gente, vocês são ótimos!). Como pode ser que o celular eu ouvia?

Minutos depois eu desisti do computador e fui assistir uma reprise qualquer na Sony. Quando deu o intervalo eu ouvi de novo. Só que, desta vez, eu estava com os olhos na TV.

O som de mensagem é de um maldito comercial da Allianz que passa duas vezes a cada intervalo. Um dos piores comerciais que já vi: uma premissa péssima, excesso de informação e, ainda por cima, um homem feio no final. Não basta ter que aguentar os homens feios na vida real? Temos que aguentar homens feios na ficção também?

Quando a mocinha está descendo a escada rolante o celular dela toca, o que faz com que ela passe a correr risco de rolar escada abaixo (uns 36,19%, segundo análises da Allianz). Esse é o risco de morte do criador desse comercial estúpido, se um dia ele cruzar meu caminho.

Maldito celular da televisão.

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