Eu agora tenho que usar óculos full time. Não mais só para ler no computador ou afins. Isso porque meu grau aumentou horrores e não dá mais pra não andar com ele na rua.
O pior foi a saída do oftalmo. Ele disse "use o tempo todo", me deu a receita pra nova lente e eu saí. Foi automático. Passei pela porta do consultório e guardei os óculos. Na minha cabeça eles são só pra ler. Parei no hall do elevador e aí eu ouço "Cadê seus óculos?". Olho pro lado e era o oftalmo. Coloquei rapidinho, dei um sorriso e quando o elevador chegou, tropecei achando que a porta estava um centímetro mais pro lado. Desci a escada na frente do prédio segurando no corrimão, porque o chão não estava onde deveria.
É difícil acostumar com essa moldura na visão. O tempo todo eu percebo a existência desse aro vermelho em volta do que eu estou vendo, não sei se devo olhar por baixo dele ou por cima, em algumas ocasiões. Lembro sempre de um documentário, "Olhos - Janela da Alma", em que falam sobre visão, em todos os sentidos metafísicos. Daí perguntam pro Saramago, logo pro Saramago, como é a visão, o que é a visão. E ele fala sobre os óculos dele serem delimitadores do campo visual, que colocam as coisas em foco, mostram pra ele onde olhar, como nas marcações do visor de uma câmera, e que ele não quer ver nada sem o auxílio deles. Mas, claro, se eu tivesse um óculos daquele tamanho, nem perceberia os limites da lente.
Também não sei se devo usar os óculos quando vou ao banheiro, quando como. Comer de óculos é complicado: se a comida for quente, embaça a lente. Se for sopa, espirra na lente. E no banheiro, faz diferença se eu faço xixi de óculos? Não tem muito que eu precise ver. Eu poderia ir no banheiro na total escuridão, até onde me consta.
Eu já mandei fazer uma armação mais leve e que não escorregue o tempo todo do rosto. Essa que eu tenho é armação de balada. Serve pra ficar no rosto por um tempo, mas se meu dia envolver qualquer movimentação numa escala mais intensa do que ir buscar um café, o óculos vai parar na ponta do nariz.
Essa é a primeira parte de um episódio de The Critic, o melhor desenho já criado. Nesse episódio, o filho do Jay, o crítico, se apaixona por uma garotinha cubana. Mas ela decide voltar para Cuba e ele vai atrás dela. Ele tem 10 anos, só pra constar. O presente que ele dá pra ela e que ganha a menina de vez são aquelas borrachinhas que todo óculos normal têm e que mantém o dito no lugar certo, sem escorregar do nariz. Os óculos em Cuba não tinham isso, percebam. As outras duas partes do episódio estão nos vídeos relacionados. The Critic é sensacional.
A moral da história é que realmente é impossível conviver com um óculos que não gruda bem no nariz, e esse aqui, por mais lindo que seja, não gruda. A outra moral é que eu também me apaixonaria por alguém que fizesse algo tão vital por mim como encontrar um método de manter meus óculos no lugar onde eles devem ficar.
Problemas domésticos e nerdices
14 de novembro de 2007
Os Óculos da Sorte
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by lorisgirl às 22:16 0 comentários
16 de outubro de 2007
Think Pink!

Um dos melhores filmes de todos os tempos é "Cinderela em Paris" (Funny Face, 1958). Audrey Hepburn se fazendo de beatnik e Fred Astaire se achando o rei da foto de moda.
Eu nunca entendia a fascinação com a moda, achava uma coisa tão ridícula. Eu sempre gostei do filme pela ótima da personagem da Audrey Hepburn, de que valia fazer o esquema da moda para conseguir atingir um objetivo. E que ela era uma grande trouxa por aceitar continuar sendo modelo só para ficar perto do Fred Astaire.
Hoje eu já acho diferente.
Claro que acho que ninguém devia perder seu tempo pensando em moda no brainless way que as revistas de moda fazem. Não digo que ficar a par das tendências tem importância, nem que ter os sapatos do momento é crucial. Mas a moda é um jeito tão sagaz de analisar a personalidade e a cultura, tanto de uma pessoa como de um grupo, tribo, povo, região, or what have you.
A roupa não é um supérfluo. A roupa é obrigatória para praticamente todo e qualquer pedacinho de sociedade moderna que você imaginar. Com raras exceções indígenas (aquelas que ainda não foram contaminadas pelo "homem branco"), todos precisam de roupas. Seja um pouquinho só, como nas praias do Rio, ou em camadas, como nas montanhas da Lapônia.
Um item obrigatório para a sobrevivência está carregado de significado, mesmo quando a primeira percepção é de total descaso com aquele item. Mesmo que para um indivíduo aquela vestimenta não tenha significado especial, ela representa tradições, intenções, percepções e costumes de tudo que o cerca. Você não sai de pijama para ir à padaria, mas seu vizinho sai. Você não sai de casa sem um salto médio, para uma festa, enquanto a prima do seu melhor amigo prefere sapatilhas. Tudo está cheio de significados que vão bem além do que a In Style ou a Capricho sugerem.
A moda como representação de uma personalidade ou de um contexto cultural é tão rica, tão absurdamente esclarecedora, que pra mim ficou impossível não achar a moda algo tão fascinante.
Eu gosto de cortes de vestido e sobretudos inovadores, e de belas cores de cetim. Gosto de sapatos da Sarah Chofakian que eu nunca vou ter porque não acho correto gastar R$ 500 num scarpin. Gosto de ler Vogue, que tem 50% de conteúdo mais fútil que o da Estilo, e o resto são belas fotos excelentemente bem produzidas e matérias sobre a história da moda. Mas o melhor mesmo é pensar nas coisas que o ato de vestir provoca nas pessoas, no que a moda significa.
E, voltando a "Cinderela em Paris", eu ando pensando muito nesse filme porque eu me sinto vagamente como a Audrey Hepburn. Eu sempre fui a traça dos livros, que só gostava de ler, odiava cor-de-rosa e não ligava pras roupas, desde que fossem confortáveis. Agora eu gosto de me vestir, e acho até que exagero no que absorvo da Vogue. E topo sofrer um pouco num salto se ele me fizer sentir melhor sobre a minha silhueta. E, diferente da Audrey Hepburn, que mudou porque é uma doida apaixonada, eu mudei porque descobri algo na moda para se respeitar.
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by lorisgirl às 23:10 1 comentários
5 de setembro de 2007
America's Next Top Model
Eu sei que o programa já acabou faz uma vida nos EUA, mas eu tava vendo na Sony.
A Caridee ganhou!
Foi igualzinho à final do primeiro Top Chef (eu adoro realities de profissões): duas pessoas com skillset perfeito, realmente quem deveria ir, mas quem levou foi "the good guy". Porque, no fim das contas, tem que levar em conta que se a pessoa vai ser porta-voz de uma marca, vai representar uma emissora, ou afins, dificilmente vão escolher alguém "bitchy", que não tem consideração pelos outros.
Tiffany se ferrou na final do Top Chef 1, Marcel se ferrou na final do Top Chef 2, a Jade se ferrou no ANTM 6, e agora, a franga da Melrose se ferrou. Diferentemente do American Idol, não tem voto do público, então os concorrentes dependem completamente de como eles se apresentam não só para o júri, mas também para o mundo. Então, resolveu sacanear alguém, se ferrou. Resolveu não ser amiga de ninguém, se ferrou também. Resolveu que só está lá pra ganhar, azar o seu. Vai ganhar medalha de prata. E não do tipo bom, como diria o Lello.
Fico feliz de saber que, em algum lugar, alguém está sendo recompensado por ser gente boa, por tentar ser agradável.
Eu acho que eu ando levando esses realities show muito a sério.
Mas... quando vão passar Top Chef 3?
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22 de agosto de 2007
O scanner
Na verdade, esse post é sobre eu finalmente ter conseguido a capa que deu origem ao livro. Agora tenho a capa do Laurinha Muda de Idéia, pra enfeitar e dar contexto ao blog.
Mas, a verdade verdadeira é que nada disso seria possível sem a ajuda inestimável do meu scanner.
Minha mãe perguntou pra que eu preciso de um scanner, e a verdade é que eu não tenho resposta pra isso. Eu não preciso de um scanner, no momento. Ele foi dado pela HP, em troca de um scanner defeituoso. Só que o scanner defeituoso era tão ordinário que até tiraram de linha. Era aquele que ficava na vertical e parecia um livro aberto e transparente. Se tentarem te vender, fuja. Ele tem um defeito congênito.
Trocaram a joça por um 5590, que pra mim poderia ser uma Ferrari em forma de scanner. Rápido que nem a peste, com alimentador automático, escaneador de slide e negativo e botões mágicos que sabem o que eu quero. Até imprime direto dele. Seria melhor se eu tivesse uma impressora.
Enfim, tudo isso é só pra dizer que agora o blog está correto. Laurinha muda de idéia, embora não tenha feito isso recentemente.
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by lorisgirl às 23:39 0 comentários
25 de julho de 2007
Comédia Stand Up
Estou feliz pra caramba. Finalmente começaram a aparecer shows de stand up em São Paulo. Não sei quando foi que eu comecei a achar stand up legal. Deve ter sido quando comecei a ver SNL ou Seinfeld. Antes, eu nem sabia que existia.
Faz algum tempo, inventaram o Clube da Comédia. Começou num bar ali no Itaim, mudou para o Avenida Club, se não me engano, e agora está no Bleeker Street, na Vila Madalena. O local é ótimo, tem um clima bom, tamanho quase certo. Só não é mais certo porque fica simplesmente lotado na noite do Clube.
São quatro humoristas que estão sempre por lá (ou quase sempre), e um apresentador, Marcelo Mansfield. As piadas dele nem sempre são boas, mas quando são também, é de matar de rir. Já o cast regular tem três pessoas excelentes e uma que beira o insuportável. Mas, nada é perfeito, né? Vale a pena ver, anyway. Já fui duas vezes e só não vou mais porque é caríssimo.
Agora descobri que o Rafinha, um dos regulars do Clube e infame dono da quase finada Página do Rafinha (veja o clipe de Festa no Apê, é fenomenal), tem seu próprio show. Ele está toda sexta e sábado às 23h59 no teatro do Crowne Plaza, na Frei Caneca. E o melhor: aceita carteirinha de estudante. Comédia é cultura, sem dúvida.
Se você gosta de Seinfeld, de SNL, do Woody Allen, ou simplesmente gosta de rir de coisas realmente engraçadas e que não envolvem gente com a língua colada num poste gelado ou tendo o prepúcio preso num zíper, vale a pena aparecer lá.
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by lorisgirl às 22:18 0 comentários
22 de julho de 2007
Busy bee
Esse final de semana foi bem animado!
Primeiro, um freela legal, rapidinho, divertido, dá até pra dizer que foi um trabalho relaxante, se é que existe tal coisa.
Depois, almoço na casa da mãe, porque não tem coisa melhor do que comer comida de verdade, ao lado de gente legal. Mesmo tendo ido o caminho todo sentada, e o ônibus tendo vindo rapidinho, eu sinto muita falta do meu carro.
Depois de voltar da casa dos meus pais, eu assisti dois filmes excelentes: Stewie Griffin's Untold Story, que não é bem um filme, mas sim uma mistureba de grandes momentos do Stewie, e A Vida de Brian, que eu comprei em DVD.
Eu ando numa neura de comprar DVDs, simplesmente não consigo parar. Vejo uma promoção, tenho que comprar. Uma listinha das últimas aquisições:
- Curtindo a Vida Adoidado
- Monty Python e o Cálice Sagrado (versão dupla!)
- M*A*S*H, 1a temporada
- Jogos de Guerra
- Zelig
- Manhattan
- Harry e Sally
Tem mais coisas que eu gostaria de comprar, mas eu me restrinjo a títulos em promoção. Senão minha conta bancária viraria um caos.
Mais passeios:
- Festival do Japão - todos os nipônicos e fãs de estavam no Centro de Exposições Imigrantes neste domingo. A fila do estacionamento começava do lado oposto da Imigrantes, no acesso. A fila da bilheteria ocupava todo um galpão de uns 400m2. A fila do yakissoba virava a esquina da barraquinha. Mas apesar da galera, as comidas eram excelentes, eu descobri que Shima Uta é uma música tradicional de Okinawa e aprendi a escrever vários kanjis com aquele pincel japonês. Ainda vi muita tranqueira 25 de março por preços exorbitantes, porcarias do 1406 (alguém ainda lembra o que é isso?), um jardinzinho meia-boca com morangos de plástico e encontrei vários amigos. Foi ótimo!
- Shopping - eu ando num shopaholicismo e a Bibi não faz nada pra ajudar. Fomos ao Paulista, porque eu queria uma calça. Comprei a calça, sim, mas comprei também duas blusas, duas camisetas e uma saia. E a Bibi, que agora é feliz dona de um Clio, não comprou nada porque ela tem parcelas de financiamento para pagar. Está mais do que certa. Eu sou uma pessoa sem bens materiais desde que vendi o Twingo. Eu agora gasto todo o dinheiro da gasolina e do seguro em roupas. Quase como parar de fumar e gastar todo o dinheiro do cigarro em bebida. Mas eu sou feliz.
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by lorisgirl às 23:10 0 comentários
17 de julho de 2007
Yoga, meditação e outros Oms
Eu não sou muito espiritual, muito menos religiosa. Mas eu ando muito ligada em yoga e meditação. Mais porque eu preciso esvaziar minha cabeça do que por qualquer outra coisa.
Yoga coloca a gente em posições absurdas, fazendo com que você fique totalmente focada em manter seus membros no lugar certo. Depois que você consegue manter seus membros onde eles devem ficar, aí você começa a pensar na dor que está sentindo. E, eventualmente, quando a dor passa, aí sim você começa a pensar na vida. Mas até chegar nesse ponto, você já pensou tanto no sacrifício que está fazendo, que você consegue colocar tudo em perspectiva e não surtar com as coisas cretinas que ocorrem no dia-a-dia. Ela também tem um quê de conexão com o universo. Você passa a fazer parte de um universo onde celebridades como Sting e Madonna habitam e se empenham. Sempre me faz sentir bem saber saber que eu não sou a única pessoa sofrendo no mundo.
Já a meditação é mais profundo. Nada melhor para restabelecer suas energias do que sentar num tapetinho e imaginar uma floresta com o seu guia espiritual levando você pelas alamedas. Você pode imaginar qualquer floresta. Minha última era igualzinha ao último filme do Senhor dos Anéis. Meu guia espiritual era o Gollum e ele me disse que eu deveria ir em busca daquilo que eu achava precioso. Ele também disse que era um anel, mas eu acho que ele está errado. Vamos ver se amanhã eu pego alguém melhor como guia. Espero que o Aragorn esteja disponível.
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by lorisgirl às 19:50 0 comentários
4 de dezembro de 2006
O que anda acontecendo?
- Comprei um conjunto de sofás para a sala: são brancos, com capitonê (aprendi essa palavra ontem!) e vão ser entregues em breve;
- Comprei um aspirador de pó, pra me livrar dos pêlos dos gatos;
- Paguei todas minhas dívidas!
- Aprendi a tocar Guitar Hero com quatro botões (modo médio)!
- Estou estudando espanhol loucamente
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by lorisgirl às 01:29 0 comentários