Voltei hoje de férias, e foram algumas das melhores da minha vida. Serviram pra energizar, descansar e, acima de tudo, restaurar a fé na humanidade.
Fotos do evento estão aqui: (sets Leuven Dezembro e Férias em Dublin)
Sabe os momentos em que parece que é isso, acabou aqui, as coisas não vão passar desse ritmo atual e que bosta isso é? E aí surge um momento fantástico, em que você se dá conta que a vida está cheia de oportunidades e que há tanta coisa para se descobrir, para se saber, aprender, que não dá pra achar que a vida nunca vai mudar de ritmo.
Eu sei que vai soar super-auto-ajuda, mas essa viagem foi tão espiritual... Foi como no The Darjeeling Limited (que passou no avião na volta!), sem precisar fazer acordos e sem ser chutada pra fora do trem.
O futuro ninguém sabe mesmo, mas bem que gostaria de saber. E não há nada para se especular, porque se você especula, você espera, e se você espera, você se frustra. Como disse uma amiga minha, que tem a cabeça mais esclarecida que já vi, vem com o coração aberto pro que vier, e as coisas vão se arranjar. And they do. And they did.
Problemas domésticos e nerdices
14 de dezembro de 2007
Viagem bem viajada
by lorisgirl às 15:01 1 comentários
23 de outubro de 2007
Laurinha muda de idéia e a Fitinha do Bonfim
Todos os dias eu mudo de idéia. Eu mudo de idéia porque eu sempre penso de novo sobre tudo. Eu estava pensando essa semana sobre um tema que eu queria desenvolver em um mestrado ou doutorado, e eu mudei de idéia sobre um aspecto específico, depois de ouvir algo que um amigo meu falou.
Eu penso o tempo todo sobre as coisas que me afligem. Ou melhor, sobre as coisas que me acontecem, e sobre as que eu quero que aconteçam e como vou fazer pra que elas sejam. Então, na segunda-feira eu tava pensando de um certo modo sobre um aspecto x da minha vida. Hoje eu mudei de idéia, principalmente porque eu pensei quais eram minhas prioridades na vida, e também porque uma amiga minha deu uns conselhos essenciais. Sem o que ela me disse, eu estaria ainda pensando em outra direção.
E tem outra ainda. Eu cheguei à conclusão de que minha fitinha do Bonfim sabe o que está fazendo. Eu coloquei ela no pulso quando um amigo voltou da Bahia, me trouxe ela. Fiz os pedidos de praxe; eu sempre peço o mesmo. Eu tinha o péssimo costume de ficar desgastando a fitinha, querendo que os desejos se realizassem logo. Isso porque eu achava sempre que quando ela cai, a festa começa.
Só que desta vez eu comecei a pensar: como funciona uma fita do Senhor do Bonfim? Será que no momento em que ela se destroça e cai o pedido se realiza ou ele vai se encaminhando para a realização enquanto a fitinha vai se desgastando?
Se a resposta for a opção 1, obviamente eu deveria ter tudo que pedi no momento em que ela desmancha. Mas o espaço pra trapaça é muito grande. Então, eu mais uma vez mudei e idéia, e resolvi acreditar que ela vai trabalhando seus caminhos misteriosos da fé e da indústria da lembrancinha enquanto o tempo passa. No dia em que ela naturalmente cair, é o dia em que meus desejos já estarão todos realizados e ela pode finalmente seguir seu ciclo natural de vida.
Com isso, eu percebi que ela desgastou rapidinho. Fé é punk. Ela continua aqui, mas é engraçado como o universo tem seu jeito de corrigir o curso, como disse o Desmond no "Lost". Ela está desgastando muito mais rápido do que em qualquer das outras vezes e cada vez mais as coisas vão melhorando. Dúvidas, angústias, preocupações e afins sempre existem, mas as coisas estão sempre melhorando. E a fitinha se desfazendo.
E foi há cerca de três semanas que a fitinha parou de desgastar e eu já não notei nenhum novo estrago nela.
Fiquei pensando comigo "que saco, acho que toda fitinha chega num ponto em que não cai nunca, e toda essa história de desejos é uma balela". Mas, como eu disse antes, a fitinha está fazendo seu trabalho.
Eu comecei a pensar "que catso, não vou realizar nenhum dos desejos, caramba, que vidinha, por que eu? se nem a fitinha do Bonfim quer me ajudar"... quando me dei conta. Pimba! Um tijolinho de epifania se fez e acertou-me bem onde estão os pontos da cirurgia. Faz três semanas e pouco que meu caminho bifurcou e eu não sei pra qual estrada ir. Brega, eu sei.
Mas foi isso. Eu me dei conta de que o que eu tinha desejado estava completamente, totalmente, irremediavelmente ligado ao que eu tinha que decidir. E eu ficava lá sem definir porcaria nenhuma. Claro que ela não ia se gastar por nada. Principalmente se não ia realizar o que eu pedi.
Não dá pra dizer que eu decidi 100% qual dos caminhos seguir, mas a verdade é que pelo menos eu sei que a fitinha do Bonfim não ia me sacanear, e que esse é o jeito dela de dizer:
Vou ter que lavar uma escadaria em Salvador, depois dessa epifania.
by lorisgirl às 22:55 5 comentários
16 de outubro de 2007
Think Pink!

Um dos melhores filmes de todos os tempos é "Cinderela em Paris" (Funny Face, 1958). Audrey Hepburn se fazendo de beatnik e Fred Astaire se achando o rei da foto de moda.
Eu nunca entendia a fascinação com a moda, achava uma coisa tão ridícula. Eu sempre gostei do filme pela ótima da personagem da Audrey Hepburn, de que valia fazer o esquema da moda para conseguir atingir um objetivo. E que ela era uma grande trouxa por aceitar continuar sendo modelo só para ficar perto do Fred Astaire.
Hoje eu já acho diferente.
Claro que acho que ninguém devia perder seu tempo pensando em moda no brainless way que as revistas de moda fazem. Não digo que ficar a par das tendências tem importância, nem que ter os sapatos do momento é crucial. Mas a moda é um jeito tão sagaz de analisar a personalidade e a cultura, tanto de uma pessoa como de um grupo, tribo, povo, região, or what have you.
A roupa não é um supérfluo. A roupa é obrigatória para praticamente todo e qualquer pedacinho de sociedade moderna que você imaginar. Com raras exceções indígenas (aquelas que ainda não foram contaminadas pelo "homem branco"), todos precisam de roupas. Seja um pouquinho só, como nas praias do Rio, ou em camadas, como nas montanhas da Lapônia.
Um item obrigatório para a sobrevivência está carregado de significado, mesmo quando a primeira percepção é de total descaso com aquele item. Mesmo que para um indivíduo aquela vestimenta não tenha significado especial, ela representa tradições, intenções, percepções e costumes de tudo que o cerca. Você não sai de pijama para ir à padaria, mas seu vizinho sai. Você não sai de casa sem um salto médio, para uma festa, enquanto a prima do seu melhor amigo prefere sapatilhas. Tudo está cheio de significados que vão bem além do que a In Style ou a Capricho sugerem.
A moda como representação de uma personalidade ou de um contexto cultural é tão rica, tão absurdamente esclarecedora, que pra mim ficou impossível não achar a moda algo tão fascinante.
Eu gosto de cortes de vestido e sobretudos inovadores, e de belas cores de cetim. Gosto de sapatos da Sarah Chofakian que eu nunca vou ter porque não acho correto gastar R$ 500 num scarpin. Gosto de ler Vogue, que tem 50% de conteúdo mais fútil que o da Estilo, e o resto são belas fotos excelentemente bem produzidas e matérias sobre a história da moda. Mas o melhor mesmo é pensar nas coisas que o ato de vestir provoca nas pessoas, no que a moda significa.
E, voltando a "Cinderela em Paris", eu ando pensando muito nesse filme porque eu me sinto vagamente como a Audrey Hepburn. Eu sempre fui a traça dos livros, que só gostava de ler, odiava cor-de-rosa e não ligava pras roupas, desde que fossem confortáveis. Agora eu gosto de me vestir, e acho até que exagero no que absorvo da Vogue. E topo sofrer um pouco num salto se ele me fizer sentir melhor sobre a minha silhueta. E, diferente da Audrey Hepburn, que mudou porque é uma doida apaixonada, eu mudei porque descobri algo na moda para se respeitar.
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by lorisgirl às 23:10 1 comentários
17 de dezembro de 2006
O prazer da mudança
Minha casa está finalmente começando a se parecer com um lar. Hoje, o pintor veio e uma das paredes agora é vermelha. E, aos poucos, o amarelo hediondo da sala está sumindo. Meu sofá chega na semana que vem (ou assim prometeram), e minha máquina de costura já está sendo usada loucamente.
Tem algo em ocupar o espaço antes de enchê-lo de móveis que realmente me agrada. Não quer dizer que não seria ótimo poder planejar com cuidado como minha casa seria melhor aproveitada e escolher os móveis certos para cada canto. Mas como não é uma possibilidade, eu estou me divertindo com o que dá.
Voltando, a graça de ocupar a casa antes de decorar está em ver a transformação, em tirar coisas de um lugar e colocar em outro porque um móvel novo apareceu. Eu sou viciada em rearrumar coisas, em tentar melhorar o espaço. Simplesmente adoro essa coisa de renovar sem gastar um centavo.
São tantas coisas boas acontecendo de uma vez que eu mal consigo coordenar. Este fim de ano está especialmente bom. Finalmente estou num emprego que eu amo, com gente que eu respeito de verdade, fiz o curso de costura, estou jogando badminton (quando lembro de ir, claro) e, agora, minha casa está com cara de lar.
Próximo passo: comer direito.
by lorisgirl às 01:04 1 comentários