Problemas domésticos e nerdices

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21 de abril de 2008

Casa perigosa

O BoingBoing é certamente a maior fonte de inutilidades da minha vida.



Cabides de parede em forma de facas. Sinceramente, por que eu não pensei nisso antes? Só não consigo entender como elas são presas à parede. Com Blu-tack?

Apenas 25 libras cada peça e mais 20 libras de envio para o Brasil, na Bouf.com, minha nova loja favorita online.

17 de fevereiro de 2008

Minha torneira pediu água

Essa casa onde moro não é exatamente um primor de qualidade no acabamento. As janelas são barulhentas, a pintura dos batentes está completamente descacada, tem tacos soltos pela casa toda e a fiação é tão velha que uma vez eu liguei dois George Foremans grills ao mesmo tempo e acabou com a luz da casa.

Mas a pior coisa mesmo é a parte hidráulica. Todas as torneiras são de péssima qualidade, as mesmas desde quando o apartamento foi construído, em 1970. No banheiro, as torneiras não fecham 100%. O misturador da direita não se pode nem abrir, porque não fecha nunca mais. A torneira em si está toda enferrujada. Pensei em trocar, mas quando descobri que custava uns R$ 150 para comprar o jogo novo, eu achei melhor deixar pro próximo inquilino. O chuveiro eu nem olhei, troquei no dia que mudei, porque o anterior estava nojento.

Agora, a da cozinha vinha me dando um olhar de "eu vou ferrar com a tua vida" há algum tempo já. Ela nunca foi fácil de fechar, ficava gotejando se você não desse uma violência extra nela. Mas ok, como a casa não é minha, dane-se, eu sempre dava a violência extra e deixava estar.

Só que ontem à noite, quando voltei pra casa e resolvi fazer macarrão, quando fui pegar água, me dei conta que a torneira estava especialmente difícil de abrir. A faxineira esteve aqui no sábado, achei que ela tivesse sido excessivamente zelosa com a torneira e forcei pra abrir. Não cheguei a tomar um banho, mas a pia ficou totalmente espirrada de água.

Tomei um susto, mas ok. Diminuí a vazão e enchi a panela.

Na hora de fechar, surpresa surpresa: não fechava. Simplesmente não fechava. Rodava até certo ponto a manivelinha e parava lá, saindo um montão de água ainda. Não era um gotejamento, era o tanto de água que eu abro pra encher a chaleira. Entrei em pânico na mesma hora.

Tentei apertar mais, minha mão doeu mais que tudo. Tentei abrir até o fim e voltar, descobri que agora ela fechava menos ainda. Muito mais água saindo e ela tinha ficado ainda mais difícil de fechar. Verdadeiro pânico. Tanto trabalho para economizar água no banho e dá nisso.

Desliguei o registro da cozinha e pensei "dane-se, amanhã eu vejo isso". E a água saindo lá.

Eu cheguei à conclusão que, no atual orçamento, chamar um encanador pra isso era impensável. Não sei quanto eles cobram, mas eu estava certa de que trocar uma torneira era algo que eu poderia fazer. Com a ajuda de experts na área (minha mãe), fui até o Leroy e comprei uma nova torneira e veda-rosca.

Comprei uma torneira alta demais, o que não foi nem um pouco legal. Cheguei em casa e vi que, embora tivesse calculado bem a distância da parede até a saída da torneira, não pensei na altura. Agora eu tenho uma torneira-fonte, porque a água cai espirrando pra todos os lados, por causa da distância da cuba.

Troquei, bonitamente, a torneira. Ela agora fecha direitinho. Só que agora o vazamento está na parede.

Eu fechei de novo o registro e vou chamar um encanador na segunda-feira.

9 de novembro de 2007

Tente isso em casa

Primeiro, só queria compartilhar que agora eu estou usando só Linux! Passei por cima da partição do Windows com um tratorzinho chamado Ubuntu. E não tive mais problemas deste então. Antes eu estava que não conseguia abrir o browser e o Music IP ao mesmo tempo. Inviável.

Agora tudo flui.

Mas voltando no tempo, eu passei muitas horas aqui na frente do computador recentemente, só fazendo backup num HD externo, tentando fazer o Windows entender que eu TINHA um HD externo plugado (PQP!) e, finalmente, instalando o Ubuntu. Eu já usei o SuSe e o Slackware antes, mas o Ubuntu é muito mais fofo. Embora os ícones do SuSe fossem adoráveis por causa da iguaninha.

Anyway, voltando, eu estive na frente do computador pra caramba, em casa. Não que eu já não faça isso regularmente, mas essa semana foi especial. Daí que, por conta disso, de ter que ficar várias horas vendo uma barra de progresso acontecer, eu me dei conta de que não gostava da mesa do computador. É uma dessas mesas estilo dormitório Bartira, que tem maleiro no topo, mesa no meio com prateleirinhas e espaço pra CPU do lado direito. Mas é de ótima qualidade, porque eu tenho desde 1998, acho, e tá aqui, firme e forte. Mas é feia.

Pensei "droga, eu me esforço tanto pra ter uma casa que eu gosto e o móvel onde eu passo mais tempo é feio.", daí eu também pensei em como eu não queria gastar mais dinheiro em decoração, porque já gastei mais do que devia deixando essa casa habitável. E também, eu já tinha me decidido que daqui pra frente eu iria tentar decorar usando coisas que tivessem significado pra mim: lembranças de uma viagem, meus bichinhos de pelúcia, tecidos. Porra, eu sou a rainha de guardar tranqueira, não é possível que não tivesse com quê decorar.

A idéia eu tirei da casa-escola do meu professor de yoga, que nas paredes tem dezenas de coisinhas que ele e a mulher dele trouxeram. Tem desde quadrinhos da Índia (eles amam a Índia, mas não têm site, senão eu colocava o link) até a hélice do avião que o pai dela pilotou. Isso sim é decoração, não comprar enfeites da Tok & Stok.

Não sabia o que fazer, mas queria fazer algo. Colar fotos, sei lá. Mas aí me deu um estalo mágico: eu adoro música, adoro letras de música. Aí eu comecei a escrever letras de músicas loucamente em todos os cantos da mesa. O resultado você pode ver nas fotos. E todos os dias, quando eu ouço um trecho que eu gosto, eu escrevo.


Dou um doce pra quem identificar três músicas!

E, no fim, ficou mais pessoal e me deixa mais feliz do que um quadro de um porquinho abóbora comprado na Etna conseguiria.

Às vezes eu escrevo o trecho errado, erro na ordem das palavras, mas o sentido ainda funciona. Não gosto de fazer isso porque é poesia, funciona de uma certa forma. Do contrário, é só uma frase.

Algumas das coisas que eu já anotei e você pode ver na foto:

"I am just a soul whose intentions are good" - Santa Esmeralda

"Rasque as minhas cartas e não me procure mais" - Leno e Lillian


Eu sou muito seletiva com as coisas que eu escrevo. Pra mim, todas têm significado. Mas eu entendo que podem parecer sem sentido.

22 de outubro de 2007

I cannot condone a course of action that will lead us to boredom

O bom de morar sozinha é poder fazer o que você quiser, da maneira que quiser, sempre que quiser, sem precisar negociar nada. E a negociação pode ser até fácil e rápida, mas é existente, sempre, quando você mora com alguém. Seja amigo, colega, namorado, etc. Só se salvam os gatos, que não se importam com o que você faz. Até os cachorros precisam ser levados em conta.

Mas o lado não tão bom é a solidão. Você chega em casa, ninguém está. Você sai de casa, ninguém dá tchau. Você vai cozinhar, é só pra você. Você vê um filme, ninguém ri junto.

Claro, você sempre pode chamar um amigo, mas não é a mesma coisa. Os amigos eventualmente se levantam e dizem que está tarde e que precisam ir embora. Ou então vão ficando mesmo após você ter perdido a vontade de ter companhia, e você precisa continuar entretendo a pessoa, já que ela não mora com você. Não que dividir apartamento ou ser casada seja fantástico, mas é fato que, se você quer companhia, fica mais fácil. E se você estiver num momento quieto, é só falar. Pelo menos é assim que deveria funcionar.

Eu gosto de morar sozinha, mas tá começando a cansar. Queria alguém pra ver TV comigo.

2 de setembro de 2007

Why being really lonely is sometimes super awesome

Eu estou assistindo Scrubs, e esse era o título do último post do blog do JD, segundo o Dr. Cox. Isso me lembra que na semana passada eu tive duas chances de mencionar Scrubs em conversas normais. Incrível.

E é verdade, às vezes, ficar sozinho, é realmente fantástico. Ok, não é. Mas não tem nada que se possa fazer, então você se acostuma. E você sempre pode ter família por perto, e amigos. Mas morar sozinha é esquisito de vez em quando. Principalmente quando você começa a gostar.

Trilha sonora do dia: Half The World Away - REM

22 de agosto de 2007

O scanner

Na verdade, esse post é sobre eu finalmente ter conseguido a capa que deu origem ao livro. Agora tenho a capa do Laurinha Muda de Idéia, pra enfeitar e dar contexto ao blog.

Mas, a verdade verdadeira é que nada disso seria possível sem a ajuda inestimável do meu scanner.

Minha mãe perguntou pra que eu preciso de um scanner, e a verdade é que eu não tenho resposta pra isso. Eu não preciso de um scanner, no momento. Ele foi dado pela HP, em troca de um scanner defeituoso. Só que o scanner defeituoso era tão ordinário que até tiraram de linha. Era aquele que ficava na vertical e parecia um livro aberto e transparente. Se tentarem te vender, fuja. Ele tem um defeito congênito.

Trocaram a joça por um 5590, que pra mim poderia ser uma Ferrari em forma de scanner. Rápido que nem a peste, com alimentador automático, escaneador de slide e negativo e botões mágicos que sabem o que eu quero. Até imprime direto dele. Seria melhor se eu tivesse uma impressora.

Enfim, tudo isso é só pra dizer que agora o blog está correto. Laurinha muda de idéia, embora não tenha feito isso recentemente.

17 de dezembro de 2006

O prazer da mudança

Minha casa está finalmente começando a se parecer com um lar. Hoje, o pintor veio e uma das paredes agora é vermelha. E, aos poucos, o amarelo hediondo da sala está sumindo. Meu sofá chega na semana que vem (ou assim prometeram), e minha máquina de costura já está sendo usada loucamente.

Tem algo em ocupar o espaço antes de enchê-lo de móveis que realmente me agrada. Não quer dizer que não seria ótimo poder planejar com cuidado como minha casa seria melhor aproveitada e escolher os móveis certos para cada canto. Mas como não é uma possibilidade, eu estou me divertindo com o que dá.

Voltando, a graça de ocupar a casa antes de decorar está em ver a transformação, em tirar coisas de um lugar e colocar em outro porque um móvel novo apareceu. Eu sou viciada em rearrumar coisas, em tentar melhorar o espaço. Simplesmente adoro essa coisa de renovar sem gastar um centavo.

São tantas coisas boas acontecendo de uma vez que eu mal consigo coordenar. Este fim de ano está especialmente bom. Finalmente estou num emprego que eu amo, com gente que eu respeito de verdade, fiz o curso de costura, estou jogando badminton (quando lembro de ir, claro) e, agora, minha casa está com cara de lar.

Próximo passo: comer direito.

4 de dezembro de 2006

O que anda acontecendo?

- Comprei um conjunto de sofás para a sala: são brancos, com capitonê (aprendi essa palavra ontem!) e vão ser entregues em breve;
- Comprei um aspirador de pó, pra me livrar dos pêlos dos gatos;
- Paguei todas minhas dívidas!
- Aprendi a tocar Guitar Hero com quatro botões (modo médio)!
- Estou estudando espanhol loucamente