Problemas domésticos e nerdices

22 de julho de 2007

Woody Allen

Se Woody Allen se candidatasse a presidente do mundo, eu votava. Ninguém tem uma visão mais pessimista e derrotista da vida do que ele. Isso certamente ajuda quando você está tentando achar uma saída pra tudo. Woody Allen é o homem certo para o trabalho.

Além disso, a vida dele já é uma zona escancarada. Quem poderia colocar abaixo um governo com um escândalo quando todos os escândalos são de conhecimento do mundo inteiro (ou ao menos da parte do mundo que se importa)?


Por isso eu digo: Woody Allen para presidente do mundo. Sua vida pode não melhorar, mas certamente os discursos presidenciais serão bem mais interessantes.

Busy bee

Esse final de semana foi bem animado!

Primeiro, um freela legal, rapidinho, divertido, dá até pra dizer que foi um trabalho relaxante, se é que existe tal coisa.

Depois, almoço na casa da mãe, porque não tem coisa melhor do que comer comida de verdade, ao lado de gente legal. Mesmo tendo ido o caminho todo sentada, e o ônibus tendo vindo rapidinho, eu sinto muita falta do meu carro.

Depois de voltar da casa dos meus pais, eu assisti dois filmes excelentes: Stewie Griffin's Untold Story, que não é bem um filme, mas sim uma mistureba de grandes momentos do Stewie, e A Vida de Brian, que eu comprei em DVD.

Eu ando numa neura de comprar DVDs, simplesmente não consigo parar. Vejo uma promoção, tenho que comprar. Uma listinha das últimas aquisições:

- Curtindo a Vida Adoidado
- Monty Python e o Cálice Sagrado (versão dupla!)
- M*A*S*H, 1a temporada
- Jogos de Guerra
- Zelig
- Manhattan
- Harry e Sally

Tem mais coisas que eu gostaria de comprar, mas eu me restrinjo a títulos em promoção. Senão minha conta bancária viraria um caos.

Mais passeios:

- Festival do Japão - todos os nipônicos e fãs de estavam no Centro de Exposições Imigrantes neste domingo. A fila do estacionamento começava do lado oposto da Imigrantes, no acesso. A fila da bilheteria ocupava todo um galpão de uns 400m2. A fila do yakissoba virava a esquina da barraquinha. Mas apesar da galera, as comidas eram excelentes, eu descobri que Shima Uta é uma música tradicional de Okinawa e aprendi a escrever vários kanjis com aquele pincel japonês. Ainda vi muita tranqueira 25 de março por preços exorbitantes, porcarias do 1406 (alguém ainda lembra o que é isso?), um jardinzinho meia-boca com morangos de plástico e encontrei vários amigos. Foi ótimo!

- Shopping - eu ando num shopaholicismo e a Bibi não faz nada pra ajudar. Fomos ao Paulista, porque eu queria uma calça. Comprei a calça, sim, mas comprei também duas blusas, duas camisetas e uma saia. E a Bibi, que agora é feliz dona de um Clio, não comprou nada porque ela tem parcelas de financiamento para pagar. Está mais do que certa. Eu sou uma pessoa sem bens materiais desde que vendi o Twingo. Eu agora gasto todo o dinheiro da gasolina e do seguro em roupas. Quase como parar de fumar e gastar todo o dinheiro do cigarro em bebida. Mas eu sou feliz.

17 de julho de 2007

Yoga, meditação e outros Oms

Eu não sou muito espiritual, muito menos religiosa. Mas eu ando muito ligada em yoga e meditação. Mais porque eu preciso esvaziar minha cabeça do que por qualquer outra coisa.

Yoga coloca a gente em posições absurdas, fazendo com que você fique totalmente focada em manter seus membros no lugar certo. Depois que você consegue manter seus membros onde eles devem ficar, aí você começa a pensar na dor que está sentindo. E, eventualmente, quando a dor passa, aí sim você começa a pensar na vida. Mas até chegar nesse ponto, você já pensou tanto no sacrifício que está fazendo, que você consegue colocar tudo em perspectiva e não surtar com as coisas cretinas que ocorrem no dia-a-dia. Ela também tem um quê de conexão com o universo. Você passa a fazer parte de um universo onde celebridades como Sting e Madonna habitam e se empenham. Sempre me faz sentir bem saber saber que eu não sou a única pessoa sofrendo no mundo.

Já a meditação é mais profundo. Nada melhor para restabelecer suas energias do que sentar num tapetinho e imaginar uma floresta com o seu guia espiritual levando você pelas alamedas. Você pode imaginar qualquer floresta. Minha última era igualzinha ao último filme do Senhor dos Anéis. Meu guia espiritual era o Gollum e ele me disse que eu deveria ir em busca daquilo que eu achava precioso. Ele também disse que era um anel, mas eu acho que ele está errado. Vamos ver se amanhã eu pego alguém melhor como guia. Espero que o Aragorn esteja disponível.

17 de junho de 2007

So Jealous

I don't want to be part of the problem
I try so hard to get roughed up
fists on up, it looks that easy
it looks that way to me
it looks that way to you
but then there's you telling me I can
then there's you screaming say something

I get so jealous that I can't even work,
I get so jealous that I can't even work.

how can they ask why I feel so angry
do you see my problem if I never explain it
but then there's you asking me how long
say something, it's taken me so long

13 de junho de 2007

Só a TV me entende

Tem gente que me acha engraçada. Esse é certamente o maior elogio que eu poderia receber. Desde criança tudo que eu sempre quis era ser engraçada.

Eu cresci assistindo seriados. Lembro da Sessão Comédia da Globo, que foi uma das primeiras coisas que eu lembrei na TV. Tinha Super Vicky, minha irmãzinha. Isso porque dizem que eu digito como ela.

Tinha o Alf, a família Huxtable, com o Bill Cosby, que reaprendi a respeitar recentemente, dezenas de seriados de comédia. Eu nunca gostei muito de drama.

Crescer rodeada desses personagens quis dizer crescer ouvindo diálogos cuja única finalidade era a punchline. Aquela tirada às vezes desconcertante, às vezes absurda que dá sentido ao resto da conversa. Ou retira o sentido completamente. O que importa é que é o que aciona a claque, aquelas risadas fakes que sempre aparecem nos sitcoms. Eu sempre esperei ardentemente pela claque nas minhas conversas.

Sitcom, aliás, é uma palavra que eu aprendi na Capricho, na época de Barrados no Baile, quando fizeram uma matéria falando do programa e chamaram o seriado de sitcom. Eu nunca nem imaginava. Situation Comedy. Vamos concordar que Barrados no Baile não tinha nada de comedy.

Voltando ao assunto. Toda minha infância e adolescência foi pontuada por diálogos que acabavam em risadas. Até em MASH, um dos meus favoritos, que era sobre a guerra da Coréia, a claque dominava. Hawkeye Pierce e Trapper McIntire sempre tinham uma pérola sarcástica para acabar com qualquer argumento da Frank ou da Major Houlihan, mesmo durante uma cirurgia tensa que podia matar um soldado de 15 anos. Como eu posso levar a vida a sério tendo esse tipo de background?


Eu tendo a sempre ver um lado irônico, ou a tentar não levar pro lado ruim, ou a confiar que as pessoas estão fazendo aquilo pela piada. Eu estou.

11 de junho de 2007

Top 10 Músicas do Momento

  1. The Walkmen - Rue the Day
  2. Ella Fitzgerald - All Through the Night
  3. Mika - Grace Kelly
  4. The Thrills - Old Friends, New Lovers
  5. Regina Spektor - Samson
  6. The Apparitions - God Monkey Robot
  7. Roxette - The Big L
  8. Mark Ronson - Toxic
  9. Bill Evans - I Loves You Porgy
  10. Skunk Anansie - Secretly

10 de junho de 2007

Música é meu negócio

Meu vizinho de cima tem um violão e toca a noite toda. Eu tenho um Guitar Hero e toco a noite toda. Será que ele se incomoda? Eu não me incomodo, porque ele toca bem e a seleção musical é boa. Nunca tocou pagode, nem nada da Ivete Sangalo, então eu só tenho que agradecer.

Mas será que ele gosta de Nirvana, de Avenged Sevenfold, de YYZ? Espero que sim, porque enquanto não lançarem GH 3, The 80s!, eu estou com um repertório bem restrito. Principalmente restrito às músicas que eu acho boas de tocar:

- Jessica - The Allman Brothers
- The Beast and the Harlot - Avenged Sevenfold
- Elephant Bones - That Handsome Devil
- YYZ - Rush
- Soy Bomb - Honest Bob and the Factory-to-Dealer Incentives
-Misirlou - Dick Dale